Agradecer, inovar e surpreender

1 de janeiro de 2009

Nesta quinta-feira mais um ano se inicia. O desejo de todos é que o 2009 que acaba de chegar seja marcado por muitas conquistas e realizações. Tradicionalmente, esta é a época de se fazer planos - ou até mesmo promessas - em busca da concretização de nossos projetos. Mas, se pararmos para pensar, muitos deles não saem do papel e se transformam em palavras soltas.

Tornar seus objetivos possíveis só depende de você. É muito importante que você agradeça àqueles que estão ao seu lado e te dão apoio durante a sua trajetória: a gratidão é um sentimento nobre,  ou, citando o nosso colaborador, Professor Marins, “é uma virtude das mais especiais, porque ela revela à consciência da pessoa, de que tudo o que conseguiu, dependeu direta ou indiretamente de outras pessoas”.

Por isto em nome da diretoria da Advance Assessoria e também deste jornalista que vos escreve, gostaria de agradecer a todos os amigos, clientes, parceiros e leitores que acreditam e prestigiam o nosso trabalho. Depois de agradecer, inove: não tenha medo de arriscar e procure novos caminhos. Faça mais do que esperam de você e ofereça sempre aquilo que você tem de melhor. O resto é  consequência (*). Você verá que o resultado compensa!

Assim, este blog reafirma seu compromisso de promover discussões de qualidade sobre Gestão de Pessoas. Em 2009, teremos muitas novidades aqui neste espaço. Todavia, nada disso acontece se não conseguirmos surpreender, principalmente a nós mesmos. Teste seus limites, explore sua capacidade e abandone velhos vícios. Descubra-se!

Para finalizar, fica o convite para que continuem a nos visitar ao longo deste ano e participem cada vez mais e também o desejo de um 2000 “inove” - em alusão a propaganda de um banco - surpreendente!

Por Piero Vergílio

(*) AFINANDO A LÍNGUA: Com a reforma, o trema desaparece das palavras em português (exemplo: consequência, linguiça), devendo ser utilizado apenas nos vocábulos estrangeiros. A pronúncia não muda.

O que é ser chefe?

31 de dezembro de 2008

No meu livro “Administrar, Hoje” (Editora Harbra, 1988 - 9ª Edição) escrevi um capítulo chamado “Precisa-se de um Chefe” em que eu digo que “Chefes fracos, moles, com baixo teor de exigência com relação a seus subordinados estão desmotivando os empregados.” E tenho continuado a notar este sério problema na empresa brasileira. Os chefes atualmente estão tímidos no exercício inalienável de sua função de chefiar, comandar, coordenar, liderar. Vêem o erro e fingem não tê-lo visto. Constatam a desídia e cegam a própria consciência.

Esse relaxamento no cumprimento das funções de chefiar está levando a uma profunda desmotivação entre os empregados. Não são poucos aqueles que vendo a completa ausência de reforço positivo pelo trabalho bem feito e a não-punição da negligência, desinteressam-se pelo auto-aperfeiçoamento e auto-exigência e disciplina. O ser humano precisa de desafios constantes que o levem a superar-se constantemente e precisa de modelos nos quais possa se espelhar. Os mais próximos modelos são os pais, professores e chefes. Na ausência de líderes, o homem se torna fraco, abúlico. Sem desafios, o homem se transforma num alcoólatra do ócio. É preciso reeditar aqueles chefes que eram respeitados, queridos, verdadeiros mestres, enfim, verdadeiros chefes.

O conceito de “chefe” hoje está mudando para o conceito de “coach” que em português significa “treinador” - “Coach” é o nome que os ingleses dão aos técnicos de um time. O “coach” é aquele que acompanha, que insiste em alta performance, que acompanha o time, que conhece cada um dos “jogadores” e trabalha individualmente com cada um ao mesmo tempo que faz com que todos tenham consciência de equipe. Num time, cada um dos indivíduos com as suas características individuais e aptidões é fundamental. Porém, se cada um jogar sozinho, o time não vencerá. Assim, uma das grandes tarefas do chefe-coach é fazer a necessária integração entre o individual e o coletivo. O coletivo na empresa é o seu mercado, seus clientes, seus objetivos. Para marcar o “gol” tanto é necessária a competência individual quanto a habilidade coletiva.

A mesma analogia se faz hoje com uma orquestra. Cada músico tem que ser o melhor individualmente, mas deve seguir a orientação clara e segura de um maestro que é o “chefe” e que orienta cada talento, conseguindo a necessária “harmonia” que fará da orquestra um sucesso. Conseguir essa interdependência é o fundamento da chefia de hoje.

Gostaria que você fizesse, como chefe, um exame de consciência e se perguntasse: (a) Deixo claro aos meus subordinados o que espero deles? (b) Sou firme e decidido e exijo o máximo de meu pessoal? (c) Quando vejo algo fora dos padrões de excelência, imediatamente chamo os responsáveis e, com eles, revemos se todos entenderam os objetivos e tarefas e os da empresa? (d) Tenho sempre a intenção de ser “justo” ao invés de ser “bonzinho”?

Pense nestas perguntas. Leve seu pessoal que tem subordinados a também pensar nelas. O que precisamos é de verdadeiros chefes e líderes que possam levar as pessoas a vencerem seus próprios desafios e limites sem esquecerem o coletivo, a harmonia, o “passar a bola” para que o outro marque o tão esperado gol e todo o time saia vencedor.

Por Luiz Marins

Três em um

30 de dezembro de 2008

1) Dica de leitura do Advance Blog: o assunto já foi bastante discutido aqui. O livro “Dicas para um bom relacionamento no trabalho”, de Inácio Dantas, vem ao encontro das necessidades diárias de todo trabalhador, no que tange à convivência profissional. Para o autor, é preciso acreditar que os mais distantes sonhos são possíveis e que você está trilhando o caminho certo para realizá-los.

2) Nesta quinta-feira entra em vigor a reforma ortográfica que pretende unificar a escrita da Língua Portuguesa no mundo todo. Os brasileiros terão quatro anos para se acostumar com a mudança. Nesta fase de transição, as diferentes ortografias serão aceitas. Depois, só irá valer a nova. Pensando nisto, a partir de 1º de janeiro, o Advance Blog estréia o “Afinando a Língua”: ao final de cada post, dicas rápidas sobre as principais mudanças.

3) Em sua coluna de amanhã, o Professor Marins destaca o qual é importante que um chefe mantenha um nível de exigência com a sua equipe e de que maneira isso pode contribuir para motivá-los, numa espécie de contraponto ao que já foi discutido aqui. Não deixe de ler.

Por Piero Vergílio

Empresas de sucesso: o que fazem?

24 de dezembro de 2008

Uma das coisas que mais nos chama a atenção é como no mundo de hoje, extremamente competitivo, há empresas que vencem os desafios e empresas que sucumbem frente à concorrência. Analisando o que fazem as empresas de sucesso, podemos enumerar algumas coisas fundamentais que elas fazem:

1) Não perguntam o que seus clientes querem - surpreendem seus clientes!

Uma das coisas que temos que lembrar é que as empresas de sucesso não ficam perguntando o que seus clientes desejam. Nem sempre os clientes sabem o que querem. As empresas é que têm a obrigação de ouvindo o mercado desenvolver produtos e serviços que vão surpreender seus clientes, encantar seus clientes. Se você ficar perguntando o que seu cliente quer, com certeza aparecerá alguém que irá surpreender o seu cliente e tomá-lo de sua empresa.

2) Entendem que prestação de serviços é o novo nome do jogo

Essas empresas entendem que de nada adianta você ter o “melhor produto” ou o “maior estoque”. O importante é ter “o melhor serviço”. Assim, por exemplo, num supermercado de nada adianta ter as gôndolas cheias e bem apresentadas se a cliente demorar 50 minutos para sair no check out. De nada adianta ter tudo perfeito se a empresa não for ágil no trocar produtos com defeito e não se comprometer com a solução dos problemas dos clientes.

3) Sabem que o maior capital de uma empresa é o “capital humano”

Assim, essas empresas treinam, treinam e treinam seus funcionários e fazem com que eles tenham empatia com os clientes (isto é - coloquem-se no lugar do cliente) quando com eles se relacionam. De nada adianta ter uma empresa muito bem apresentada, com instalações perfeitas, se as pessoas que compõem a empresa não surpreenderem seus clientes.

4) Sabem que é preciso ter consistência e constância nos serviços

Isto quer dizer que as empresas de sucesso têm normas e procedimentos que todos conhecem e utilizam. São empresas que hoje, amanhã e depois prestam serviços de qualidade. O que mais irrita um consumidor é ver que a empresa é inconsistente - hoje faz de uma maneira, amanhã de outra, depois de outra mudando políticas a cada instante. Isso é muito comum num restaurante onde você vai hoje e a comida é boa, amanhã ruim, depois mais ou menos, e assim por diante. A consistência é fundamental e para isso são necessários procedimentos constantes que todos conheçam e obedeçam.

5) Têm excelente relacionamento com fornecedores

Empresas de sucesso sabem da importância de um bom relacionamento com fornecedores. Empresas que não cultivam bom relacionamento com fornecedores não podem ter sucesso. Assim, pagar em dia; respeitar contratos; respeitar pedidos é fundamental.

6) Relacionam-se bem com a comunidade

Essas empresas de sucesso compreendem a importância de ter uma boa imagem na comunidade. Assim, participam de programas sociais e culturais e estão sempre presentes na comunidade.

Estes seis fatores são alguns dos que mais nos têm chamado a atenção. É claro que existem outros que fazem o sucesso das empresas que precisam competir no mundo globalizado de hoje. As empresas têm que mudar. Mudar ou Morrer. A competição será a cada dia mais acirrada e a globalização um fato irreversível. Só mesmo com muita garra e competência e fazendo as coisas certas, poderá a empresa vencer os desafios deste novo século.

Por Luiz Marins

Como manter um relacionamento saudável com seu chefe (Final)

22 de dezembro de 2008

O Advance Blog publica agora a última parte do nosso guia de relacionamento com o chefe. É bom lembrar que nesta relação você está em desvantagem, pois é ele quem tem o poder de decidir seu futuro, e não o contrário. Daí a importância de não se deixar agir por impulso, controlar as emoções (uma boa dica é contar até 20, como já foi dito na primeira parte), e principalmente, planejar suas ações.
Cabe ressaltar também que é ilusão acreditar em uma transformação do chefe, como num passe de mágica. É possível apoiar e estimular mudanças, mas isto não assegura a certeza de que elas irão se concretizar. Antes das sugestões, um último conselho: se os seus esforços não derem certo, com resultados aquém do previsto, talvez seja a hora de repensar sua carreira e buscar novos desafios.

9) Falta “química”
A melhor atitude é abrir o jogo e conversar sobre as situações desconfortáveis. Exponha suas razões e ouça as dele. Se a simpatia não for possível, ao menos conquiste a empatia. Não caia na armadilha de perseguir e apontar os erros de seu superior, a ponto de se considerar o salvador da pátria.

10) Se você trabalha em casa
Não permita que fatores externos influenciem o seu rendimento. Estabeleça metas, organize seus horários e cumpra-os. Um local de trabalho apropriado ajuda a concentrar-se na realização das tarefas. Solicite a colaboração da família e explique a eles que tem deveres a cumprir, apesar de estar em casa.

11) Participação em cursos
Se você deseja fazer um curso durante o período de trabalho, convença o chefe de que sua participação é importante, pois irá aprimorar o seu desempenho. Mostre a ele os benefícios que isso irá trazer para a organização.

12) Não ultrapasse a barreira da ética
Quando se fizer necessário, exponha claramente suas convicções e não contrarie seus princípios éticos. De nada adianta o melhor emprego do mundo quando não se está com a consciência tranqüila. O mais importante é estar bem consigo mesmo.

13) Seu chefe também é humano
Nunca se esqueça de que seu chefe é um ser humano, e assim como você, também tem seus problemas. Características como rigidez, autoritarismo e centralização das decisões podem mascarar uma pessoa insegura e com baixa auto-estima. Aceite-o e crie condições que o estimulem a se transformar. A convivência pode ser difícil, mas certamente contribui para o nosso amadurecimento.


Por Piero Vergílio

Como manter um relacionamento saudável com seu chefe (Parte 2)

18 de dezembro de 2008

Se você é daqueles que tem um comportamento semelhante ao que foi descrito pelo professor Marins em seu artigo de ontem (veja logo abaixo) - acha que seu emprego é o pior do mundo e só vê as situações pelo seu lado negativo, alimentando, por vezes, falsas convicções - pare e pense: as mudanças em seu local de trabalho podem começar por você. Reflita sobre suas atitudes e posicionamentos, analisando-os para descobrir os pontos em que é possível melhorar.

Dando continuidade a este pequeno “manual”, publicamos hoje mais algumas dicas preciosas para manter uma boa relação com os superiores. A convivência com os colegas - que também é fundamental para um ambiente harmônico - não foi esquecida por este blog e será tema de artigo em breve.

4)      Como agir em caso de falhas

Antecipe-se ao seu chefe e assuma o erro. Ao invés de tentar amenizar a situação procurando justificativas - o que pode prejudicá-lo ainda mais, pois há o risco de você se atrapalhar - apresente sugestões efetivas de como solucionar o problema.

5)      Conseguir um prazo mais longo

Ao perceber que não irá conseguir executar uma tarefa no prazo estipulado, peça ao seu superior mais algum tempo. É preferível comunicá-lo com antecedência a avisá-lo na hora da entrega. Todavia, procure identificar a causa do atraso e certifique-se de que isto não ocorrerá novamente.

6)      Procure aprender com o seu chefe

Mesmo que você seja igualmente ou mais capacitado que seu superior, procure aprender com ele. Se ele ocupa uma posição de liderança é porque - teoricamente - tem as qualidades necessárias para exercer a função. Caso você se sinta injustiçado, evite fazer comentários na empresa: exponha sua situação diretamente ao chefe e peça um feedback do seu desempenho.

7)      Negociar férias ou licença remunerada

Procure adiar o descanso se o ritmo de trabalho for muito intenso no seu setor. Quando a situação se normalizar, lembre “com jeitinho” que suas férias estão vencidas e que uma pausa lhe dará mais disposição para quando retornar. No caso de licença remunerada, espere que a proposta parta da empresa.

8)      Disputar uma promoção

Procure convencer - e, principalmente, demonstrar ao seu superior - que você está preparado para novos desafios. Se você tiver certeza de que tem um bom rendimento, pergunte a ele quais são suas perspectivas dentro da empresa. Segure a ansiedade e não fale sobre a questão financeira.

Em breve: não deixe de ler a última parte do nosso guia!

Por Piero Vergílio

“O pior emprego do mundo é o meu”

17 de dezembro de 2008

Já ouvi essa frase dezenas de vezes. Sem muita consciência da realidade, das dificuldades, da pressão por custos, dos efeitos da globalização nos mercados, muitos colaboradores começam a desenvolver uma impressão - que com o tempo e a repetição passa a tornar-se, para eles, uma quase-verdade - de que trabalham na pior empresa do mundo, que têm o pior salário do mundo, e que tudo na empresa é muito ruim - da comida ao uniforme e que têm “o pior emprego do mundo”.
 É claro que há situações salariais negativas. É claro que há empresas em que a alimentação e o uniforme não são os melhores. Mas será essa a realidade da grande maioria? Será essa a realidade da sua empresa, da empresa em que você trabalha?
 Além disso, é preciso usar um pouco de lógica quando se faz uma afirmação desse tipo: melhor ou pior em relação a qual empresa? Melhor ou pior em relação a qual setor da economia? Melhor ou pior do que qual comida ou uniforme? Quando dizemos “pior ou melhor” estamos fazendo uma afirmação comparativa. Estamos nos comparando com quem? Será essa comparação justa? Seremos nós, também, os melhores ou os piores colaboradores? Em relação a quem?
 Ao fazer essas perguntas poderemos descobrir que estamos comparando situações e realidades diferentes. Muitas vezes estamos fazendo comparações por ouvir dizer e acreditando mesmo em meias-verdades de amigos em churrascos de final de semana que afirmam receber de suas empresas aquilo que de fato não têm. Mente-se muito sobre salários e benefícios para impressionar amigos. Cheque as informações que lhe deram de outras empresas e você verá que estou falando a verdade.
 E essa atitude continuada de falar mal da empresa por uma parte dos colaboradores pode até desestimular melhorias. Muitos empresários afirmam que “não adianta melhorar nada, pois os empregados sempre reclamarão”.
 Muitos dirão que eu estou fazendo uma defesa injustificada dos patrões e das empresas. Mas não é isso que estou fazendo. O que estou pedindo é que cada um faça uma justa avaliação da realidade e que tenha em conta todos os fatores que compõem a realidade e não apenas uma visão ingênua e unilateral. Seremos nós tão competentes, dedicados e comprometidos como imaginamos ser?
 Nesta semana, faça uma análise fria, sensata e equilibrada de suas condições de trabalho e de seu emprego. Será que você realmente está no inferno que diz estar? Será que você não está acreditando numa mentira e achando que está no pior emprego do mundo, na pior empresa, com o pior salário do mundo?
 Pense nisso. Sucesso! 

Por Luiz Marins

Como manter um relacionamento saudável com seu chefe (Parte 1)

16 de dezembro de 2008

Seja qual for o ramo de atividade e o porte da empresa em que você trabalha, uma figura sempre estará lá: o chefe, o patrão, o comandante. Tantos são os nomes utilizados para designar a pessoa que detém a autoridade, dirige e governa. E mais: está enganado aquele que afirmar que a convivência com ele limita-se apenas ao horário do expediente.

Afinal, essa pessoa que solta e manda prender, por muitas vezes insiste em não nos deixar em paz. Atire a primeira pedra aquele que nunca teve nenhum pensamento “politicamente incorreto” e desejou que algo acontecesse a este cidadão (ou cidadã, porque as mulheres cada vez mais ocupam cargo de chefia). Se você já se viu nesta situação, acalme-se: não é o único.

É fato que esta relação alterna períodos de turbulência com extrema calmaria. Relacionamentos profissionais complicados são a terceira causa de demissão de executivos, superando, inclusive, o mau desempenho.  Pensando nisso, o Advance Blog traz, ao longo desta semana, exemplos de algumas situações críticas e sugere maneiras de como contorná-las.

1)      Pedir um aumento

Antes de pedir um aumento, faça uma pesquisa no mercado para verificar se seu salário está realmente defasado e analise a situação financeira da empresa. Ressalte seu comprometimento com os objetivos, ao invés de fazer comparações e lembre-se de que o reconhecimento financeiro é uma conseqüência natural quando se faz um bom trabalho.

2)      Recusar um “pedido” do chefe

No fundo, todo “pedido” é uma ordem. Antes de dizer não, analise a situação e tente reorganizar sua agenda. Mas, se não houver jeito, forneça-lhe uma boa justificativa para a sua recusa.

3)     Como agir em caso de desentendimento

É possível resolver a situação com uma boa conversa: peça desculpas em caso de excessos. Se o seu chefe é temperamental, conte até 20 antes de falar com ele. Lembre-se que é ele quem manda.

Não deixe de ler: ainda nesta semana, mais dicas importantes!

Por Piero Vergílio

As armadilhas das festas nas empresas

10 de dezembro de 2008

João bebeu de tudo; ameaçou tirar a roupa; subiu na mesa; falou um monte de palavrões e dançou; acabou  caindo da mesa que desmontou com o seu peso. Angélica misturou vinho com gin e vodka e vomitou em cima do seu chefe; caiu no choro, morta de vergonha. Lúcia deu um superbeijo no vigia que a agarrou para o desespero do chefe da segurança. Roberto, bêbado, foi tirar a mulher do presidente para dançar….

No Brasil, este País festeiro, é tempo de festas!    O clima de total descontração faz com que muitas pessoas percam completamente o bom senso e abusem da bebida e da comida e dêem vexames memoráveis. A imagem de seriedade de muitos funcionários é totalmente destruídas nessas poucas horas em que as pessoas confundem as coisas e cria-se um clima de “tudo pode”.

Conheço chefes que nunca mais recuperaram o seu prestígio junto aos subordinados e superiores. Conheço pessoas que acabaram sendo demitidas por assédio sexual numa bebedeira de comemoração na empresa. Conheço pessoas que acabaram pedindo demissão de vergonha pela baixaria que causaram num desses  festins. Uma dessas pessoas simplesmente vomitou no bolo que tinha um pequeno Papai Noel de açúcar na hora em que o presidente fazia o discurso de comemoração por mais um ano de vitórias. Nunca mais apareceu na empresa….

Assim, comemore, mas cuidado! Não caia na armadilha de deixar-se levar pela descontração total e do querer acompanhar os acostumados a beber sem sentirem-se mal. Conheça os seus limites e terá um final de ano feliz.

Happy hours, revelação de amigos secretos, etc., comemoram o final de mais um ano em quase todas as empresas. O meu sincero conselho é que você tome cuidado para comemorar com estilo, sem excessos, pois do contrário poderá cair numa armadilha terrível da qual será difícil se livrar. Pense nisso. Sucesso! Comemore!

Escrito por Luiz Marins

E, na próxima quarta: descubra o que as empresas precisam fazer para ter sucesso!

Por que tomar iniciativa?

9 de dezembro de 2008

No artigo da semana passada, o Professor Marins apontou a autonomia e a iniciativa como os dois principais fatores de motivação no ambiente laboral. Dando continuidade a discussão, vamos falar mais de iniciativa, apontada por uma pesquisa - que ouviu cerca de oito mil trabalhadores -  como a característica mais importante para se destacar no trabalho.

O profissional que toma iniciativa não espera que alguém lhe dê uma ordem; ele arregaça as mangas e faz. É aquele que tem boas idéias - e consegue fazê-las sair do papel, se não de nada adianta - e  analisa  os resultados de suas sugestões em um contexto mais amplo. Se todos os argumentos apresentados aqui não foram suficientes para provar que a importância de fazer mais do que se espera, aí vai mais um: suas iniciativas não trazem benefícios apenas para a organização em que trabalha, mas também, e principalmente, para você mesmo.

Isto porque um profissional com tais características tem uma grande aptidão para conhecer novas atividades, e busca, incessantemente, maneiras de aperfeiçoar e otimizar os processos já existentes, “fazendo sempre mais e melhor”. Com toda certeza, este é um diferencial levado em consideração pelas empresas no momento da contratação.

Para ajudar a transpor as barreiras que inibem a criatividade, uma dica de leitura. A Editora Sextante lançou, no Brasil, o livro “1001 maneiras de tomar a iniciativa no trabalho”, que apresenta diversos exemplos de pessoas que conseguiram implementar mudanças extraordinárias em suas organizações a partir de idéias simples e foram reconhecidas por isso.

Você verá como fazer isso por diversos meios: sugerindo melhorias para um produto ou serviço, aperfeiçoando o atendimento, identificando oportunidades de economizar, perseguindo novas idéias, ajudando colegas na realização de tarefas ou aprendendo uma habilidade diferente. “É um erro achar que se trabalha para outra pessoa, quando, na verdade, é você quem decide o patamar que vai atingir na carreira e o que vai realizar na vida”, afirma o autor Bob Nelson.

E atenção: Nesta quarta-feira (10/12), será publicado mais um artigo do Professor Marins aqui no Blog. Não deixe de ler!