Arquivo de março de 2009

O mundo é das mulheres

segunda-feira, 30 de março de 2009

Caros leitores, cá estou eu novamente aqui no Advance Blog, dando início a mais uma semana. Hoje é segunda-feira, 30 de março, ou seja, penúltimo dia do mês dedicado às mulheres. Como a nossa felicitação ao Dia da Mulher foi tímida, faço deste texto a minha redenção. Hoje vamos falar delas, guerreiras, tão importantes e essenciais para todos nós.

É fato que a dinâmica da economia moderna obriga um número crescente de mulheres a assumir diferentes personalidades: mãe, dona de casa, trabalhadora, chefe de família. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 2003 o número de mulheres no mercado de trabalho aumentou pouco mais de 20%, enquanto que os homens, no mesmo período, 13%. Sim, a inserção feminina é uma realidade.

Elas agora são motoristas de ônibus, trabalham em obras, oficinas mecânicas, engenheiras, advogadas, consultoras, não importando o porte do empreendimento e o ramo de atividade. Ainda são muitos os desafios a serem vencidos - talvez a equiparação salarial seja um dos principais - mas, por outro lado, conquistas importantes merecem ser destacadas e celebradas: a história, aos poucos, é reescrita.

Muitas delas ocupam posições de liderança nas empresas nas quais trabalham. Pesquisa realizada pela IESE Business School na Espanha e a consultoria de recursos humanos ICSA revela que, naquele país, a área de RH é a que mais possui mulheres em cargos de chefia. As executivas nessa área somam 31%. Em segundo lugar está a área de finanças, e, por último, o departamento de produção, com apenas 4% de mulheres na liderança.

A fórmula do sucesso? Impossível precisar com exatidão. Todavia, existem alguns conselhos importantes:  para Lois P. Frankel, Ph.D., coach executiva de renome internacional, ‘Mulheres ousadas chegam mais longe’ Em sua obra, ela destaca uma série inédita de 101 comportamentos que as mulheres aprendem na infância e que sabotam sua vida adulta.

Todas essas transformações são indícios de que, cada vez mais, “o mundo é das mulheres”. Alguém duvida?

Boa Semana!

Por Piero Vergílio

Não apresse o seu sucesso

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vejo, com pesar, profissionais maravilhosos que não têm paciência para construir uma carreira. Ansiosos, mudam de emprego em emprego e não dão tempo para que sejam conhecidos, avaliados e promovidos. Saem antes.
Vejo, com pesar, empreendedores que abrem um negócio, investem mais do que podem e dois ou três anos depois vão à bancarrota. Não dão tempo para que o mercado reconheça o seu negócio. Fecham antes.
Vejo, com pesar, jovens que se atiram freneticamente numa vida de prazeres desmedidos e acabam não sentindo prazer em nada. Não sentem sabor em nada. Os frutos de que provam com tanta saciedade ainda estão verdes, sem o verdadeiro sabor que só o tempo pode dar. Comem antes.
É preciso lembrar que não se constrói o sucesso em sete dias. Não somos deuses e temos que ter a sabedoria para esperar o sucesso acontecer fazendo o certo, trabalhando duro, sendo honestos e leais, todos os dias, todas as semanas, todos os meses, todos os anos, com tenacidade, perseverança e até velocidade, mas nunca pressa. O sucesso não pode ser apressado. Quem apressa o sucesso rapidamente chega ao fracasso.
A ansiedade de querer tudo já, tudo agora, é, muitas vezes, a maior responsável por nossos fracassos. Leva tempo para você ser conhecido e reconhecido. Leva tempo para os clientes confiarem em você. Leva tempo para seus chefes realmente testarem a sua capacidade. Leva tempo para seu negócio dar lucro. Leva tempo para você se formar em uma profissão de forma séria e comprometida. Não acredite em coisas muito fáceis e que têm sucesso do dia para a noite. Veja os grandes homens e mulheres de sucesso. Todos levaram muito tempo para chegar onde estão. Portanto, lembre-se: Não apresse o seu sucesso!
Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Qual o seu tipo de sangue?

terça-feira, 24 de março de 2009

Caro leitor, responda rápido: quais itens você considera imprescindíveis na elaboração de um currículo? Certamente, as respostas mais comuns sejam “experiência profissional”, “formação”, “cursos”, e por aí vaí. É fato que, embora haja consenso entre os especialistas acerca dos itens mais relevantes, não se pode afirmar veementemente que exista um padrão a ser seguido.

Prova disso é que, em alguns países, a junção entre habilidade e experiência não basta. No Japão e na Coréia do Sul, um outro fator pode ser decisivo na hora de excluir ou contratar determinado candidato durante um processo de seleção: o tipo sanguíneo (se você não se lembra, são 4. Clique aqui para saber mais). Nessas culturas,  características do comportamento humano são vinculadas aos diferentes grupos sanguíneos: acredita-se que o sangue determina a personalidade.

No Japão, particularmente, esta é uma tradição que vem de muito tempo. Para se ter uma ideia, até o primeiro-ministro do país, Taro Aso, revela em sua página na internet que seu sangue é do tipo A. Segundo a crença, os integrantes desse grupo são “metódicos, organizados e responsáveis”. Outro dado que surpreende: quatro dos dez livros mais vendidos no país em 2008 discutem essa temática.

A questão é polêmica e suscita discussões. Há os grupos que entendem que essa “exigência” tem caráter discriminatório. O fato é que, mesmo sem nenhuma comprovação científica, a fascinação destes povos pelo sangue é “quase um mito”, conforme define o jornal espanhol “El Economista”. Agora eu me pergunto: se a moda pegasse por aqui, você saberia dizer qual o seu tipo de sangue? Bom dia!

Por Piero Vergílio

E não se esqueça: amanhã, quarta-feira, é dia do Prof. Marins aqui no blog!

Dias melhores para sempre

sexta-feira, 20 de março de 2009

Inicio esse post dando um bom dia aos leitores que me acompanham no Advance Blog! A minha sexta-feira começou bem. Sabe aquela notícia boa que você está esperando e, de repente, se concretiza? Comigo aconteceu algo assim. É impressionante como um acontecimento positivo é capaz de revigorar o ânimo das pessoas, que renovam suas esperanças em dias melhores.

Como num passe de mágica, mil ideias desabrocham e você sente vontade de espalhar sua felicidade aos quatro ventos. Cabe ressaltar também que outro sintoma característico de uma boa fase é o seu empenho - ainda mais forte - para que as coisas deem certo. Você se sente estimulado a se superar, a ir mais além, desafiando a si mesmo.

Toda essa maré boa pode começar com um elogio inesperado ao seu desempenho, a confirmação daquela promoção que você tanto esperava ou mesmo uma nova proposta de trabalho. Isso nada mais é do que o reconhecimento dos seus méritos. Mas atenção: para tornar isso possível, você tem que batalhar muito! Trata-se de uma conquista diária.

Engana-se, porém, quem pensa que a batalha acaba quando o seu plano concretiza-se. Mais difícil do que conquistar seu espaço, é manter-se nele! É preciso provar as pessoas que confiaram em você - ou aquelas que te ajudaram - que elas fizeram a escolha certa e você sabe aproveitar a oportunidade que ofereceram. Outra coisa: gratidão é um sentimento nobre, ok? Nunca se esqueça daqueles que te estenderam a mão em sua trajetória.

Por último, uma mensagem, que talvez sintetize toda a ideia deste texto: “para que as coisas aconteçam, só depende de você querer”. Vale mensionar também a lei da atração: pense e faça coisas boas e verás o resultado. Tenham todos um ótimo dia! “Carpe diem”!

Por Piero Vergílio

O que você quer de seu emprego?

quarta-feira, 18 de março de 2009

A revista Fortune, dos Estados Unidos, fez uma ampla pesquisa junto a empregados de empresas americanas para saber o que eles querem de seu emprego.  O resultado, por ordem de importância, foi o seguinte que quero comentar com os leitores:
1. Um trabalho desafiante que dê sentimento de “missão e propósito”;
2. Uma liderança forte e inspiradora - as pessoas querem e aceitam uma “hierarquia” forte e confiável;
3. Sentir-se constantemente treinado e crescendo profissionalmente;
4. Bons colegas e chefes leais;
5. Uma empresa com forte imagem no mercado;
6. Um bom salário.
Em primeiro lugar aparece exatamente os que as nossas pesquisas no Brasil também apontam - “um trabalho desafiante”.  No mundo de hoje, o empregado precisa sentir-se num trabalho que seja mais do que um simples “emprego”. Esse “sentimento de missão e propósito”  é fundamental. As pessoas pesquisadas nem sempre sabem exatamente como isso pode ser traduzido na prática do cotidiano, mas a verdade é que quando o trabalho é rotineiro, pouco desafiante, monótono, sem autonomia e iniciativa, o empregado sente-se sem motivos - isto é - desmotivado a dar mais de si e entra num ciclo de baixa produtividade.
Quanto ao item 2 - é igualmente verdadeiro também para o brasileiro. Pode parecer incrível mas o empregado “precisa” de uma chefia que o desafie, que seja “forte” e que inspire o funcionário à criatividade, à iniciativa. Chefe “bananas”, moles, pouco exigentes, criam pessoas com baixa auto-estima e igualmente desmotivadas.
O item 3 fala da “empregabilidade”. As pessoas precisam sentir-se “empregáveis” e para isso têm que sentir-se em constante desenvolvimento e sendo treinadas constantemente em novos processos e novas tecnologias. O mundo vem mudando com uma rapidez incrível e as pessoas precisam sentir-se “atualizadas” e isso lhes dará a necessária segurança para dar mais de si à empresa, sem medo do futuro.
O item 4 é muito claro. Como passamos a maior parte de nossas vidas no trabalho, bons colegas e chefes leais são fundamentais. Chefes “leais” significa aqueles chefes que exigem, falam a verdade, exigem o desempenho, avaliam constantemente e principalmente dão “feedback” a seus subordinados. Chefes que dizem “eu ganhei, nós empatamos, vocês perderam” , chefes que “roubam” idéias de seus subordinados são os mais odiados.
O item cinco é muito interessante. Na verdade, o empregado sente-se sempre como um “representante” permanente de sua empresa. Quando uma coisa qualquer acontece com sua empresa ele é cobrado na sua comunidade, no seu meio de relacionamento, na sua vida particular. Quando algum escândalo de uma empresa sai nos jornais, todos os funcionários são “cobrados” e sentem-se na obrigação de dar alguma explicação seja para quem for. Assim, trabalhar numa empresa com bom nome no mercado é fundamental para a auto-estima.
O interessante da pesquisa é que salário aparece apenas em sexto lugar. O salário só aparece em primeiro lugar quando as demais condições não são satisfeitas. Trabalhar “pelo salário” é o que as pessoas menos desejam. Quando isso ocorre, não tardará a total desmotivação e a busca de novo emprego que pague alguma coisa a mais e que dê ao empregado os outros cinco atributos desejados. Daí temos funcionários em empresas que deixam a empresa apenas por poucos reais a mais em salário. Isso ocorre porque o único valor na empresa em que trabalham atualmente só lhes vale o salário.
Pense nesta pesquisa, que por certo não será diferente para o empregado brasileiro em todos os itens. Veja se a sua empresa está oferecendo a seu pessoal estes “motivos” para que dêem mais de si e sejam, portanto,  “motivados” a trabalhar ainda  melhor para vencer os desafios de competitividade que estamos vivendo.

Por Luiz Marins

Já que o assunto do momento é a crise…

segunda-feira, 16 de março de 2009

Recebi este texto, por e-mail, e gostaria de partilhá-los com os leitores deste humilde espaço cuja principal finalidade é o discussão de ideias… Reflitam! Boa segunda!

Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.

Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.

“Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar”. É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua “responsabilidade social”.

Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:
-Levante-se e saia da sala.
-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.
-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O  silêncio era sepulcral. Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:
-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.

Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.

Se você decidiu reduzir seus gastos familiares “só para se garantir”, também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada. O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.

Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.

Autor desconhecido

INSTRUMENTOS TRABALHISTAS PARA EVITAR A DEMISSÃO EM MASSA DE EMPREGADOS EM TEMPOS DE CRISE

domingo, 15 de março de 2009

Em tempos de crise financeira, como esta que estamos passando atualmente, muitas empresas pensam em forma cortar gastos para conseguir sobreviver ou manter a sua margem de lucro.

Sendo que alguns logo pensam na sua primeira opção que na maioria das vezes é diminuir sua mão-de-obra, tendo em vista que a sua produção, suas encomendas reduziram de forma drástica, principalmente os segmentos empresariais que estão ligados ao setor automobilístico.

Ao se deparar com as opções de redução de custas muitas empresas de forma simplista pensam que a melhor forma é a demissão de empregados para redução da sua folha de pagamentos, porém esquece que poderia ter se socorrido de outras opções antes de fazer demissão em massa e abalar drasticamente a imagem a empresa perante a sociedade e causando grande mal estar com os entes de representatividade dos empregados, que são os sindicatos.

Nesses meses que já se passaram no ano de 2009 vimos nos noticiários que muitas empresas encontraram opções que atingiram as suas espectativas, que é a redução da folha de pagamento, sem a realização de famigerada demissão em massa de seus colaboradores.

No entanto, vimos outros casos que preferiram demitir empregados sem ao menos procurar outra alternativa, como ocorreu com a Embraer, que demitiu 4.200 empregados, o que acabou criando desgastes e um grande litígio na Justiça do Trabalho, onde foram suspensas todas as demissões através de liminar concedida por um Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas).

Para evitar um forte impacto social com a demissão de empregados e com isso causar desgate na imagem da empresa, tem-se várias opções que podem ser negociadas com o sindicato dos trabalhadores para conseguir esperada redução de custo na folha de pagamento e suportar a crise financeira atual com sustentabilidade, sendo elas: a redução de salários, a suspensão do contrato de trabalho para fins de qualificação profissional do empregado, banco de horas, férias coletivas e em último caso o programa de demissão voluntária - PDV.

Hoje veremos a redução de salários:

O art. 468, da CLT proíbe expressamente que qualquer alteração no contrato de trabalho que resulte em prejuízo para o trabalhador. No entanto, o art. 7º, inciso VI, da Constituição Federal dispõe que o salário do empregado é irredutível, salvo aqueles que são feitos através de acordo ou convenção coletiva.

Pela leitura do dispositivo da nossa Constituição Federal de 1988, vemos que temos uma possibilidade de redução salarial que coube aos operadores do direito estudarem a sua extensão e aplicabilidade da norma autorizadora da redução salarial.

A permissão da constitucional de redução dos salários nada mais é um reflexo da tendência de flexibilização de algumas normas trabalhista, pois permite a redução salarial desde que devidamente negociada com os sindicatos através de acordo ou convenção coletiva.

Porém a redução do salário somente pode ser feita em situações excepcionais, mediante a intervenção do sindicato através de negociação coletiva e deverá ficar cabalmente demonstrado que o empregador está passando por sérias dificuldades financeiras.

Desta forma, será autorizada a redução do salário de forma temporária para que a empresa possa se recuperar, sendo que o intuito do permissivo constitucional é preservar o emprego dos trabalhadores, prevalencendo o princípio da continuidade da relação de emprego.

Outro ponto que merece destaque é o limite da redução salarial, pois será que o empregador pode negociar uma redução drástica ou tem algum limite legal?

A norma constitucional mencionada anteriormente nada disse sobre o limite para a redução salarial, porém a CLT no art. 503, prevê que em caso de força maior ou de prejuízos devidamente comprovados, pode haver redução dos salários dos empregados no limite máximo de 25%, respeitando em qualquer caso, o salário mínimo. Portanto, a interpretação que melhor atenta para o princípio da norma mais favorável ao trabalhador é aquela que o salário somente poderá ser reduzido em valor não superior a 25%.

Lembrando que a regra geral é a irredutibilidade do salário. No entanto, de forma excepcional e temporária, desde que comprovada a dificuldade financeira do empregador a ponto que não estar conseguindo honrar com o valor integral dos salários dos trabalhadores, a Constituição Federal permitiu a redução salarial por prazo máximo de 2 anos, desde que seja devidamente negociado com o sindicato, através de acordo ou convenção coletiva, não podendo ser superior a 25% do salário do empregado, respeitando o salário mínimo.

ATENÇÃO: em breve iremos analisar a suspensão do contrato de trabalho para fins de qualificação profissional do empregado.

(*) Por  Anderson Machado - MAPE Advogados

Emprego industrial na região de Sorocaba continua em queda

domingo, 15 de março de 2009

Segundo a pesquisa de emprego realizada mensalmente pela Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp Sorocaba), o número de vagas nas indústrias da região de Sorocaba, formada por 48 municípios, caiu -2,59% em fevereiro.

A variação negativa do último mês refere-se à demissão de aproximadamente 2,5 mil trabalhadores e quando comparada com o mesmo período do ano passado, a situação é ainda pior, já que em fevereiro de 2008 o índice obtido foi positivo (0,51%).

No acumulado do ano o resultado também é negativo (-3,97%), com a redução de 3,7 mil vagas de emprego industrial. Já nos últimos 12 meses, a diminuição foi de -2,05%, o que equivale a 1,9 mil trabalhadores a menos na região.

O cenário atual deve-se principalmente às demissões realizadas pelos setores de Veículos  Automotores  e  Autopeças (-6,11%), Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (-5,82%), Metalurgia (-4,67%) e Máquinas e Equipamentos (-4,34%). O índice só não foi pior devido às contratações no setor de Produtos Alimentícios (1,08%).

Ainda segundo a pesquisa, comparada com as 36 diretorias do Ciesp em todo o Estado, a região de Sorocaba ocupou a 29ª posição. Os melhores resultados foram apresentados em Jaú (0,71%), Araraquara (0,37%) e Jacareí (0,28%). Já os piores números ficaram com São José dos Campos (-7,41%), Matão (-4,48%) e Piracicaba (-3,77%).

Também foram registrados índices nagativos no interior paulista (-1,86%), na capital paulista (-1,55%), na Grande São Paulo (-1,66%) e em todo o Estado (-1,80%).

Por: Assessoria de Imprensa do Ciesp

Apesar do cenário desfavorável, a crise também tem um lado positivo. Entenda porque lendo o post logo abaixo.

Crise é oportunidade para se reinventar

sexta-feira, 13 de março de 2009

Nos últimos meses uma palavra passou a fazer parte do cotidiano do brasileiro: crise. A recessão, que teve início no mercado imobiliário americano, trouxe consequências a economia mundial. De outubro de 2008 - quando os efeitos começaram a ser sentidos por aqui -  até fevereiro deste ano, a indústria paulista já eliminou 236,5 mil postos de trabalho, cerca de 200 mil a mais do que normalmente é fechado neste período, mostram números da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O objetivo deste texto é propor uma reflexão: se você, direta ou indiretamente, teve prejuízos em razão da instabilidade que domina o cenário mundial (os lucros de sua empresa diminuíram ou você perdeu o emprego) não se lamente, reinvente-se! O lado bom de um período difícil é que ele nos obriga a procurar novos caminhos, a descobrir novas habilidades. É tendência do ser humano se acomodar quando as coisas estão dando certo.

Expanda seus horizontes e corra atrás daquilo que deseja: você nunca deve apostar todas as suas fichas e depositar todas as esperanças num único projeto, pois nem sempre as coisas acontecem da maneira como planejamos. Se você foi pego de surpresa com uma notícia desagradável, ao invés de procurar culpados, busque oportunidades: aproveite para pôr em prática ideias engavetadas. Se você não arriscar, nunca vai saber o potencial real das suas criações.

Antes que o nobre leitor argumente que “escrever é fácil, realizar é mais complicado”, um alento: este texto, escrito na manhã desta sexta-feira 13 (a segunda do ano; para os supersticiosos de plantão aviso que em novembro teremos mais uma) reflete, guardadas as devidas proporções, o momento atual que estou vivendo. O jornalista que vos escreve também sente as consequências dessa crise  - e depois o Lula ainda diz que é uma marola - e passa por um período de instabilidade. A única certeza é que ficar reclamando, sem arregaçar as mangas, não adianta nada.

Plageando o nosso nobre colaborador, Professor Marins, pense nisso! Bom fim de semana!

Por Piero Vergílio

“Aqui, só melhores do que eu”

quarta-feira, 11 de março de 2009

Uma das principais razões do sucesso dos líderes é que eles contratam e chamam para trabalhar somente pessoas melhores que eles próprios. Não têm medo de pessoas competentes. Não vêem, em seu subordinados, um concorrente, mas um aliado que os ajudará a levar a empresa adiante e sempre para o sucesso.

A ilusão de contratar pessoas medíocres que serão sempre subservientes, submissas, obedientes, etc. faz com que muitas empresas experimentem o fracasso. O “chefe” (sempre todo poderoso) tem a falsa impressão de ser um líder autêntico. Mas de que adianta liderar um grupo com baixo desempenho?  Qual o valor de ser um líder de pessoas pouco competentes, pouco comprometidas, pouco eficientes?

O verdadeiro líder é apoiado e suportado por um grupo de pessoas competentes e comprometidas. O verdadeiro líder faz questão de ter em seu grupo sempre pessoas melhores que ele próprio. Uma vez conheci um empresário de grande sucesso que me disse: “- Aqui, só melhores que eu !”  E, analisando a razão do seu sucesso, todos concordavam que ela estava na qualidade da equipe que ele conseguira reunir sob sua liderança - um melhor que o outro!

Assim, você que está numa posição de liderança, perca totalmente o medo de contratar pessoas melhores que você. Com autoconfiança e espírito aberto, você será capaz de reunir pessoas que farão a diferença para você e sua empresa. Essas pessoas reconhecerão a sua liderança, apoiarão você e todos sairão ganhando.

Pense nisso. Contrate só os melhores! Melhores que você!

Sucesso!

Por Luiz Marins