Arquivo de maio de 2009

O orkut e a recolocação profissional

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pessoal, já abordei este assunto  no último dia 12 de maio, mas trago agora algumas informações sobre o tema publicadas no Jornal Extra, do Rio de Janeiro. No fim do ano passado, uma pesquisa do site internacional CareerBuilder.com, feita com 3.169 executivos da área de Recursos Humanos, mostrou que um em cada cinco empregadores investiga a vida dos candidatos em sites de relacionamento. E um terço desses ‘detetives’ descarta concorrentes com base naquilo que descobre.

Baseado nesses resultados, fique atento a estas dicas sobre como manter uma boa reputação virtual:

  • Seja coerente - jamais publique uma informação que vá de encontro ao seus interesses. Se está interessado numa vaga de informática, por exemplo, jamais participe de uma comunidade “eu odeio tecnologia”. É um tiro no pé;
  • Faça do seu perfil um autorretrato - procure mostrar como você realmente é; se você é responsável no trabalho, mas adota um comportamento extravagante no mundo virtual, pode transmitir uma imagem equivocada ao selecionador. Lembre-se do que diz a sabedoria popular: “A primeira impressão é a que fica”.
  • Comunicação - se você usa programas de mensagens instantâneas no trabalho, lembre-se de escolher uma imagem e um apelido adequados ao seu ofício; esteja atento também ao linguajar utilizado: evite gírias e palavras vulgares, principalmente se quem está do outro lado é o seu cliente.
  • Não seja conservador - Se as considerações feitas até aqui só serviram para afastá-lo da internet, pare e repense sua decisão. Não se esqueça da velha máxima: “aquele que não é visto, não é lembrado”. Em determinadas áreas, é preciso que o recrutador encontre blogs e trabalhos publicados. A escassez de informações pode ser um indício da falta de reconhecimento ou da inexperiência do candidato.

Por hoje é só, mas antes de me despedir uma última pergunta “pro cêis matutarem”: sabem a diferença entre “vem ao encontro” e “vem de encontro”? A resposta desta - e também da questão de ontem - na semana que vem, aqui no Advance Blog.

Bom fim de semana!

Por Piero Vergílio

    A pergunta que não quer calar…

    quinta-feira, 28 de maio de 2009

    Prezados, este mini-post é apenas para deixar-lhes uma pergunta no ar: “É possível estabelecer alguma relação entre o advento de novas tecnologias e a redução da qualidade de vida?”. Pense e reflita sobre o tema, pois este será o assunto dos nossos próximos textos.

    PS: Depois  dos médicos, agora é a vez do transporte coletivo de Sorocaba entrar em greve. Mais uma vez, eu questiono: “E a população, como fica?”.

    Por Piero Vergílio

    A sutil diferença entre persistência e teimosia

    quarta-feira, 27 de maio de 2009

    Num seminário com mais de 600 empresários uma discussão tomou conta dos participantes. Eles me perguntavam: até quando você deve persistir com uma ideia, com um negócio ou com uma empresa, antes de desistir?

    Foram inúmeros os depoimentos de empresários que persistiram muito - chegaram a “quebrar” mais de uma vez - antes de vencer e conseguir sucesso. As dificuldades, por eles relatadas, foram imensas.  Houve momentos em que eles estavam querendo “jogar a toalha” e desistir. Não viam saída alguma para o “buraco” em que estavam….

    Numa análise mais profunda que fizemos com eles próprios, tendo como base os exemplos de vida concreta de cada um, fizemos com que eles percebessem que a persistência - que os fez vencedores - foi muito mais com o método de trabalho, com a força da vontade, com a busca de caminhos alternativos, do que uma teimosia em repetir, sem parar, a mesma coisa, com os mesmos erros, com as mesmas pessoas até dar certo. Eles não desistiram frente aos obstáculos, mas buscaram alternativas válidas, pessoas mais experientes, mercados mais disponíveis, formas mais simples - até que atingiram seus objetivos.

    Depois que os fiz ver a diferença entre persistência e teimosia eles próprios passaram a relatar - pela própria experiência - que enquanto foram teimosos não tiveram sucesso. Enquanto insistiram nas mesmas fórmulas, com as mesmas pessoas, com os mesmos parceiros de insucesso, só viam o fracasso crescer, o buraco aumentar. Os vencedores são persistentes, mas não são teimosos. Percebem quando mudar, como mudar, com quem prosseguir num novo caminho. Não ficam “dando murros em ponta de faca” como diz o ditado. Mudam com rapidez. Mudam com determinação. Porém são persistentes na vontade, no querer, na visão de sucesso, na busca de alternativas, na busca de companheiros e parceiros leais. Erram muito, são enganados, passados para trás muitas vezes. Mas não se deixam abater e contabilizam isso tudo numa conta de “experiência” que os faz ainda mais fortes.

    E nós, o que somos? Persistentes ou Teimosos? Lembre-se que o mundo é dos persistentes e não dos teimosos.

    Nesta semana, pense nisso. Boa Semana. Sucesso!

    Por Luiz Marins

    Como fazer o bem

    sexta-feira, 22 de maio de 2009

    Queridos leitores,

    Este post é dedicado àqueles que desejam se tornar voluntários, mas não sabem o que fazer para transformar esse projeto em realidade. Se este é o seu caso, fique atento as nossas dicas:

    • O primeiro passo é descobrir se sua empresa tem um projeto voltado para o terceiro setor. Caso não haja uma ação neste sentido, encaminhe a ideia ao RH. Mas lembre-se que a principal motivação de um trabalho voluntário não deve ser a de “ganhar pontos” na empresa.
    • Os projetos não obrigatoriamente precisam estar relacionados ao seu local de trabalho. Ajudar  seu vizinho doente, visitar a creche ou o asilo do seu bairro, também é uma ação social.
    • Se optar por colaborar com uma instituição (aqui em Sorocaba, por exemplo, o Gpaci presta um serviço belíssimo), procure conhecer o trabalho desenvolvido e a realidade dos assistidos com antecedência.
    • Nessa escolha, suas habilidades e preferências pessoais também devem ser levadas em consideração: faça algo que lhe dê prazer, pois, como qualquer outra atividade que você exerça, o voluntariado também requer comprometimento.
    • Não se esqueça de que é impossível não criar vínculos. O voluntário tem deveres com a comunidade: eles esperam algo de você.
    • Por último, vale lembrar  a melhor das gratificações: saber que, por nossa causa, a vida de alguém está melhor. Todo trabalho feito com amor vale a pena, independente se ele é ou não remunerado. Bom fim de semana!

    Por Piero Vergílio

    Uma nova chance

    quinta-feira, 21 de maio de 2009

    Na terça-feira nós discutimos a importância dos projetos de responsabilidade social, enumerando as transformações ocorridas nas empresas / instituições mantenedoras. Todavia, hoje eu quero falar da importância destas ações para a comunidade. Se eu tivesse que definir esses programas com uma só palavra, usaria, sem medo de errar, o termo OPORTUNIDADE. Sim, todos eles são uma chance valiosa para as pessoas resgatarem sua autoestima, se prepararem e se aprimorarem para os muitos desafios que enfrentarão ao longo de sua jornada.

    Mais do que teorizar, peço licença para demonstrar o resultado de dois projetos com os quais já tive contato (não diretamente, da forma que eu gostaria - devo confessar aqui que tenho muita vontade de fazer um trabalho voluntário, um dia ainda coloco isso em prática). Ambos tem como mote principal investir na educação.

    O primeiro deles é o Projeto Pescar, um sistema pioneiro de Franquia Social, onde as organizações que compõem a Rede Pescar abrem espaço em suas dependências para a formação pessoal e profissional de adolescentes em vulnerabilidade social. Os cursos oferecidos contemplam oito áreas de formação profissional: indústria, comércio, comunicação, construção civil, gestão, informática, turismo e hospitalidade e imagem pessoal. As aulas são ministradas por funcionários voluntários.

    Qualquer instituição, independente de seu porte, área de atuação e localização geográfica, pode participar do projeto como franqueada, mantenedora, apoiadora ou empregadora dos jovens formados. A empresa franqueada recebe suporte da “Fundação Projeto Pescar”, de Porto Alegre. Em Sorocaba, a ideia foi adotada pela Metso Minerals e pela ZF. Depois que concluem o curso, os jovens são encaminhados para o mercado de trabalho, com possibilidade de contratação pelas próprias empresas.

    Também merece destaque o Programa de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) mantido pela Universidade de Sorocaba, que oferece a possibilidade de conclusão do Ensino Fundamental (1ª à 8ª série), gratuitamente, a partir dos 15 anos. O conteúdo trabalhado de forma flexível e o respeito às diferenças culturais e individuais são à base de uma pedagogia do diálogo. Atualmente, o projeto adquiriu âmbito regional.

    Iniciativas como estas, que dão certo e fazem a diferença, renovam minha certeza de um futuro melhor e me permitem dizer, em alto e bom tom, EU AINDA ACREDITO NESTE PAÍS!

    Por Piero Vergílio.

    Importante: Para obter mais informações, visite os sites do Projeto Pescar e do Proeja.

    O Bar do Vitorino, o Táxi do Geraldo e a crise internacional

    quarta-feira, 20 de maio de 2009

    O bar do Vitorino é o bar mais sujo que conheço. Parei lá umas duas vezes porque é o único no caminho que sou obrigado a fazer todos os meses para visitar um cliente.  O banheiro não dá para usar. Não tem sabonete, nem toalha, nem papel higiênico. Os copos são sujos e manchados, as toalhas das mesas rasgadas e imundas. Ele serve um almoço rápido que não tive coragem de comer.
    O táxi do Geraldo mais parece o bar do Vitorino. Imundo. Os bancos são sujos e rasgados. Tem um pedaço da mola do banco que já rasgou várias roupas de clientes, segundo o próprio Geraldo. O carro é próprio, mas ele diz que é bobagem “investir nessas coisas” porque o dinheiro é curto. O próprio Geraldo anda mal vestido e até cheira mal, o que deu a ele o apelido de “gambá” entre os colegas do ponto de táxi.
    Mas, o que terá a ver o colapso do mercado financeiro mundial com o bar do Vitorino e o táxi do Geraldo?
    O problema é que tanto o Vitorino quanto o Geraldo entendem tudo de finanças internacionais. Lêem jornal o dia todo. Assistem a todos os noticiários da televisão.    Sabem o nome completo dos presidentes dos Bancos Centrais dos principais países do mundo. Discutem finanças, macroeconomia e política como verdadeiros doutores. Outro dia o Vitorino me disse estar muito preocupado com a crise americana e sua repercussão nos mercados europeus. O Geraldo se mostrou desolado com a queda do valor das ações das maiores companhias americanas.     Os  dois reclamam da vida o dia todo. Dizem que os clientes estão desaparecendo e não querem pagar o que eles acham merecer pelo “duro trabalho” que fazem. Dizem desconfiar que até o sumiço de seus clientes é conseqüência dessa crise mundial da queda das bolsas internacionais.
    É claro que não penso que as pessoas devam viver alienadas da realidade internacional e das notícias, mas minha pergunta é simples: não deveriam o Vitorino e o Geraldo cuidar mais de seu bar e de seu táxi, em vez de ficar tanto tempo se doutorando em finanças internacionais? Será que em vez de comprar todos os jornais do dia e todas as revistas semanais e ler o dia todo, assistir noticiários e discutir política e economia, eles não deveriam comprar uma vassoura, um pano, detergente e limpar o bar e lavar o táxi, ou mesmo cuidar mais de sua imagem como motorista? Será que o sumiço de seus clientes se deve realmente à crise internacional? Ou ao péssimo serviço que prestam a seus clientes?
    Conheço muitas pessoas como o Vitorino e o Geraldo. E você?
    Pense nisso. Sucesso!

    Por Luiz Marins

    Fazer o bem faz bem

    terça-feira, 19 de maio de 2009

    Não é preciso ir muito longe para constatar que o número de empresas que investem em ações sociais é crescente. Vale o alerta de que a responsabilidade social não é restrita à filantropia. Tais iniciativas visam, fundamentalmente, promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida das comunidades nas quais estão inseridas (muitas vezes carentes de recursos). Na outra ponta, funcionários que desenvolvem trabalhos voluntários são cada vez mais valorizados. Até mesmo no momento da contratação, este pode ser um diferencial importante.

    Isto porque durante as atividades as pessoas exercitam certas características úteis também no mundo corporativo: trabalho em equipe, capacidade de liderança e motivação, flexibilidade e humildade, ampliando a sua visão de mundo, descobrindo e valorizando novas possibilidades. Há de se ressaltar também que o engajamento em projetos dessa natureza fortalece a imagem da empresa perante as diferentes esferas da sociedade civil, que exige transparência por parte das instituições.

    Algumas delas, inclusive, já divulgam espontaneamente relatórios sobre a sua performance nas áreas sociais e ambientais. Daqui a algum tempo, este deverá ser um ato compulsório. Numa época em que a ideia de que “a principal finalidade de uma empresa é gerar lucro” está sendo questionada, uma postura socialmente responsável torna-se uma questão de sobrevivência para as organizações.

    Na quinta-feira você vai saber mais sobre alguns ações que dão certo, como o “Projeto Pescar”, que, em Sorocaba é desenvolvido pela Metso e pela ZF. Além disso, você vai ter algumas dicas importantes para se tornar um voluntário. E amanhã é dia do Marins!

    Por Piero Vergílio

    Fica para amanhã…

    segunda-feira, 18 de maio de 2009

    Estou levemente indisposto, por causa de uma gripe (que não é a suína, rs). Em razão disso, o  post que eu havia prometido para hoje, fica para amanhã. Até lá!

    Por Piero Vergílio

    Na semana que vem…

    sexta-feira, 15 de maio de 2009

    … falaremos das ações socialmente responsáveis implementadas pelas corporações. A partir de exemplos de projetos bem sucedidos, vamos analisar os benefícios advindos da interação entre as empresas e as comunidades nas quais elas estão inseridas. Ao longo da semana ainda vamos falar de desenvolvimento sustentável e traçar um panorama destas questões na cidade de Sorocaba. Em resumo: a próxima semana será dedicada às iniciativas que contribuem para fazer deste um país melhor.

    Gostou dos temas? Então fica combinado: não deixe de nos visitar a partir de segunda-feira, aqui, no Advance Blog.

    PS: Ainda não vi o filme, mas por tudo que tenho visto a respeito, recomendo, sem medo de errar, que vejam “Divâ” com Lília Cabral & CIA. Amanhã, por sua vez, verei o polêmico “Anjos e Demônios”, baseado na obra de Dan Brown. Convicções religiosas à parte, o estilo do autor me atrai. O livro é bom, resta esperar para saber se a adaptação cinematográfica é tão empolgante.

    Bom fim de semana!

    Por Piero Vergílio

    Espaço do Piero - Pela nossa gente

    quinta-feira, 14 de maio de 2009

    Quem acompanhou os telejornais locais nesta quinta-feira (14/05), percebeu que dois temas foram destaque: a manutenção da grave de médicos e o cumprimento de um mandado de desapropriação de terras, no bairro Cruz de Ferro. Em ambos os casos, ficou claro que os grandes prejudicados são os cidadãos mais carentes.

    Com relação à desapropriação, não nos cabe questionar a decisão da Justiça.  Pelo menos não no calor do momento. Existem meios para isso. De nada adianta tentar obstruir o trabalho dos policiais. É lei e precisava ser cumprida. Todavia, foi impossível não se sensibilizar com o choro de um garoto desesperado com o seu futuro incerto. A pergunta que fica é: o que será destas famílias? Embora tenham sido vítimas de um golpe, elas pagaram pelos terrenos. E agora? Como vão recomeçar?

    Na verdade, é dever do poder público prestar assistência digna a estas pessoas: garantir que elas sejam alojadas e disponham da infraestrutura e recursos necessários para a sua sobrevivência; penso eu que essas famílias devem ter prioridade nos programas de habitação. É o mínimo que se pode fazer para preservar a dignidade desses cidadãos.

    Falando em dignidade… a paralisação dos médicos ainda continua. Tudo bem, ninguém discute que a greve é um direito previsto na constituição, todavia a lei também diz que, no caso dos serviços essenciais,  parte do atendimento deve ser mantida. Onze dias depois do início do movimento, prefeitura e grevistas ainda não chegaram a um acordo. Enquanto isso, alguns médicos defendem que “o mau atendimento” é necessário para chamar a atenção da causa. À  população, restam duas alternativas: recorrer ao superlotado pronto-atendimento da Santa Casa ou rezar para não precisar do serviço público.

    Por Piero Vergílio