Arquivo de junho de 2009

Tem gente mais chata?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

De longe, eu só reparava. Era um grupo de seis pessoas. Só uma falava. Ela falava e dizia. Ela falava e não deixava ninguém falar. Ela falava alto. Ela dizia que sabia, entendia. As pessoas mudavam de assunto e ela novamente falava. Só ela. As pessoas se entreolhavam. Algumas se levantavam e iam ao toalete. Voltavam e ela continuava falando, dizendo o que era certo e o que era errado. Dando lições a todos sobre todos os temas. Ela se achava o máximo!
É ou não verdade que tem muita gente assim? É ou não verdade que tem gente que não se enxerga e fica pontificando o que é certo e errado. E o que é certo, é claro, é o que elas pensam, o que elas acham, o que elas acreditam. O número das pessoas chatas no mundo parece estar aumentando! São pessoas que querem catequizar você para o regime alimentar que elas fazem, para a roupa que elas vestem, para o time que elas torcem, para a religião que elas professam. O carro delas é o melhor. A loja em que compram é a única que presta. A igreja em que vão é única que salva. A comida que comem (ou fazem) é a melhor. Tudo delas é melhor. Seus filhos são mais inteligentes e mais bonitos… Tem gente mais chata??  Pessoas que querem que você caminhe 20 km por dia, não coma carne, não beba nada alcoólico, faça regime à base de soja, etc., etc. Tem gente mais chata??
Até chego a acreditar que essas pessoas queiram nos salvar. Mas daí a não nos aceitar como somos é uma distância enorme. Elas não se contentam em expor suas idéias e argumentos. Elas querem a sua concordância a qualquer preço. Tem gente mais chata??
Veja se você, cheio(a) de boas intenções também não está virando um(a) grande chato(a). Perceba se as pessoas andam evitando você. Nada contra as suas convicções, mas lembre-se que é preciso também respeitar as convicções das outras pessoas. Tome cuidado para não aumentar o número de pessoas chatas. Já temos chatos demais no mundo.
Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Tweet você também

terça-feira, 23 de junho de 2009

Caros leitores, os sites de relacionamento - também chamados redes sociais - agregam milhões de usuários. Depois do estrondoso sucesso do orkut, a bola da vez atende pelo nome de Twitter, um site em que os usuários dispõem de, no máximo, 140 caracteres para transmitir uma ideia., numa espécie de microblog. As mensagens, chamadas de “tweets” (algo como “pio” em português), podem ser acompanhadas por outras pessoas.

Todavia,  a padronização na quantidade de caracteres, que poderia ser um fator de limitação, funciona como um trampolim para as mais variadas formas de utilização. Os participantes podem simplesmente responder à questão sugerida pelo site - “O que você está fazendo?” - ou então torná-lo uma valiosa ferramenta de trabalho: conhecer pessoas e compartilhar experiências, avaliar a aceitação de um produto, vender uma ideia ou encontrar um emprego. As palavras certas, ditas à pessoa certa, podem alavancar sua carreira.

Muitos recrutadores já disponibilizam as vagas disponíveis no site. Se optar por seguir estes perfis, o usuário pode visualizar as oportunidades na sua página inicial. Para as empresas, o site também se mostra um bom instrumento de marketing. Muitas empresas já entenderam esse mecanismo e usam o Twitter para  avaliar que imagem transmitem ao seus clientes. Ao mesmo tempo, o site é um meio de divulgação de seus sites ou blogs, onde as corporações podem manifestar opiniões sem o limite de caracteres. Outra possibilidade é utilizar o site para fazer experimentos.

Mas antes é preciso superar a grande barreira para a implantação destas ferramentas: a ideia de que a utilização dessas redes é um risco à TI, aliada a queda na produtividade. Muitas companhias desconhecem o potencial da ferramenta e bloqueiam o uso corporativo. Na verdade, elas estão deixando passar muitas oportunidades.

PS1: No próximo texto, o passo a passo de como se cadastrar no Twitter, aliado a dicas para se destacar entre os usuários.

PS 2: Em breve também estaremos no Twitter. Aguarde!

Por Piero Vergílio

Centésimo post!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Bem amigos do Advance Blog,

Chegamos hoje a nossa centésima postagem. Nas 99 mensagens anteriores, abordamos diversos temas: da educação à distância, passando pelo networking até chegar à crise que afetou a economia, todos eles tiveram seu espaço. Ao mesmo tempo, você teve acesso a dicas de livros, filmes e até de língua portuguesa. Por duas vezes, utilizei este espaço para comentar fatos que influenciaram o dia a dia dos sorocabanos, como a greve dos médicos. Agregado a tudo isso, contamos, semanalmente, com a valiosa contribuição do Professor Luiz Marins.

E esta pluralidade de temas também estará nos próximos textos. Se você usa a internet com frequência, certamente já ouviu falar do twitter, uma espécie de micro-blog que é a mais nova sensação da rede mundial. Além de conhecer mais esta ferramenta, você vai saber como ela pode ser útil no mundo dos negócios.

Mudando de assunto, vamos dar algumas dicas para você não amenizar a influência dos seus problemas no seu desempenho profissional. Já que é impossível se desligar deles (se alguém descobrir esta fórmula mágica estará milionário), é preciso ter maturidade para enfrentar a situação e não cair em desespero. Um funcionário cujo emocional esteja desestabilizado pode pôr em risco o seu emprego.

Para terminar, deixo aqui meu repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a exigência do diploma para o exercício do Jornalismo, comparando a profissão com a de cozinheiro. Para os ministros, não é preciso ter formação universitária para poder preparar um prato.  O mesmo ocorre com o jornalista, que não precisa do curso superior para noticiar um fato. Eis um grande retrocesso.

Mas, de qualquer forma, esta semana não foi das melhores para mim. Ainda bem que hoje é sexta.

Por Piero Vergílio

Não tem, não dá, não pode

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pergunto à balconista se na loja tem tal produto. Ela diz: “não tem”. Pergunto ao eletricista se dá para colocar uma tomada extra junto à geladeira. Ele diz: “não dá”. Pergunto ao advogado se tal coisa pode ser feita. Ele diz: “não pode”.
Já recebi muitos “não tem, não dá e não pode” que tinham, davam e podiam. De preguiça de procurar o produto no estoque, o balconista diz que não tem. De preguiça de arrastar a geladeira, subir no forro e puxar a dita tomada, o eletricista diz que não dá, que a rede não suporta a carga. De preguiça de consultar a jurisprudência, o advogado diz que não pode. Se batermos o pé e ficarmos firmes em nossa decisão, vemos que não era bem assim. “Ter, tem”, me disse o balconista, “mas está lá no alto…”. “Que dá, dá”, me disse o eletricista, “mas o seu forro é baixo demais”. “Poder, pode”, me disse o advogado, “mas eu não conheço bem a legislação trabalhista”.
Todas as vezes que alguém lhe disser não tem, não dá e não pode, desconfie e confira. Pergunte novamente e insista e você verá que muitas vezes tem, dá e pode.
A maneira mais fácil de fugir de uma responsabilidade ou de um serviço é dizer não. E você conhece as dezenas de variantes destes não tem, não dá e não pode. É a secretária que diz que já ligou centenas de vezes e não encontrou a pessoa. É o motorista que diz que não dá tempo de fazer a entrega naquele dia. É a costureira que diz que é impossível fazer aquela barra de saia. É o dentista que diz que aquele seu dente, só extraindo mesmo. É o médico que afirma que isso é caso de cirurgia e não tem outro jeito. É o mecânico que diz que o motor de seu carro está fundindo e que não pode fazer nada e o auto-elétrico que diz que aquela lâmpada queimada de seu carro não existe mais. Será??
É sempre mais fácil dizer não tem, não dá, não pode, assim como os famosos não sei, não vi, não conheço, não estava lá, não é da minha alçada, não é da minha área ou do meu departamento.
Será que não estamos sendo vítimas de pessoas pouco comprometidas em solucionar nossos problemas, simplesmente dizendo não tem, não dá, não pode? Será que em nossa própria empresa isso acontece? Será que nós próprios não dizemos não tem, não dá, não pode, quando o tem, o dá e o pode exigem muito trabalho e um comprometimento extra?
Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Palestra discute importância da ergonomia nas empresas

domingo, 14 de junho de 2009

No meu último texto abordei os benefícios da ginástica laboral. Ao que parece, as empresas já se conscientizaram acerca da importância de cultivar em seus colaboradores hábitos mais saudáveis. Nessa perspectiva, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp Sorocaba) promoveu, no último dia 9, a palestra “A prática dos comitês de Ergonomia”, ministrada por Évelin Moreno.

Évelin conta que a ergonomia é uma ciência que adapta o local de trabalho ao homem, criada na Inglaterra no final da década de 40. “A adoção das técnicas melhora a produtividade e a qualidade dos produtos ou serviços e beneficia a relação entre a empresa, sindicatos e trabalhadores. Além disso, facilita a obtenção de certificações, como a ISO 9000. Mas a principal razão é a prevenção das Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e o aprimoramento da saúde do trabalhador”, citou.

Para que a implantação torne-se viável, é fundamental que a empresa crie um Comitê Ergonômico (Coergo), que normalmente é formado por oito pessoas e mais um ergonomista profissional, sendo que este último pode ser terceirizado. “Trata-se de um grupo de funcionários que irá se responsabilizar pelo assunto e, para isso, devem se submeter a um treinamento técnico”, afirmou.

Uma das principais responsabilidades do comitê é apontar quais são os principais problemas que acometem os colaboradores, além de sugerir soluções e monitorar o progresso de cada caso. “Em todas as situações de risco identificadas pelos integrantes do Comitê, é extremamente importante levar em consideração a opinião do funcionário que atua no posto de trabalho, pois ele, melhor do que ninguém, conhece o local em que trabalha”, destacou Évelin.

De acordo com a palestrante, para que o trabalho do Coergo seja eficaz, é necessário o apoio da alta gerência da organização. “Esse suporte é preciso principalmente porque algumas modificações apontadas pelo Coergo necessitarão de investimento financeiro. Por isso é recomendável que se apresente à diretoria da empresa um documento atestando o grau de relevância da ergonomia”, sugeriu.

Por Piero Vergílio

Que venha o fim de semana!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

E chega ao fim mais uma  semana gelada… Segunda publico texto inédito aqui no Blog.

PS: Sugestões de temas são sempre bem-vindas. Participe: entre em contato conosco dizendo que assuntos vocês gostariam que fossem discutidos aqui…

Os Desafios da Qualidade de Vida no Ambiente de Trabalho

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Século XXI será o século do “prazer”, do “entretenimento”.  Vencerá a empresa que fizer o seu cliente “sentir prazer” em relacionar-se com ela. Vencerá a concorrência a empresa “leve”, “alegre”, “diferente”. Vencerá a empresa totalmente comprometida com o sucesso do cliente e ser uma verdadeira “solution provider”  em total parceria com seus clientes.

E a verdade é que eu não sou cliente de uma “pessoa jurídica”. Eu não sou cliente da “Volkswagen” ou da “AmBev” ou do “Carrefour”.  Eu sou cliente do recepcionista da oficina de um concessionário, da telefonista da AmBev e da caixa do Carrefour, apenas para citar alguns exemplos. Eu sou cliente de”pessoas físicas” que representam “pessoas jurídicas”.  O “Carrefour” francês perderá um cliente quando uma caixa mal treinada ou mal humorada me tratar mal. Ou quando uma telefonista, por não estar satisfeita em seu ambiente de trabalho me atender mal ao telefone ou não me der as informações que necessito.

Daí a consciência que as empresas de hoje estão tendo de que o “Capital Humano”  é o seu maior capital.  Recursos e tecnologia são encontráveis em qualquer banco ou empresa tecnológica. “Gente”  fará a diferença entre vencedores e vencidos no mundo empresarial do século XXI.

No mundo inteiro as empresas vêm descobrindo que precisam criar, a cada dia, ambientes de trabalho com maior qualidade para que seus funcionários, satisfeitos, alegres, felizes, possam atender bem seus clientes, vender melhor seus produtos e serviços. E aqui a criatividade tem sido quase ilimitada.

Empresas americanas e européias e até algumas brasileiras, por exemplo, estão descobrindo a importância de permitir que, em situações especiais e definidas em conjunto pela comunidade empresarial, seus funcionários possam levar seus “pets” (animais de estimação) para o ambiente de trabalho. Cada caso é um caso. Assim, as empresas e psicólogos e antropólogos vêm descobrindo que com a presença de seu cão de estimação, seu pássaro preferido, etc. as pessoas ficam mais alegres, mais descontraídas, mais calmas, menos estressadas. Até mesmo “descarregam” suas tensões ao acariciar seu cão, ao ouvir seu pássaro próximos no ambiente de trabalho.

Absurdo? Pode até parecer! Com controlar? Como evitar abusos? Quais serão os limites?

Tudo isso precisa ser discutido em conjunto com os próprios colaboradores. Como já disse, cada caso é um caso. Cada empresa é uma empresa. Cada empresa tem características diferentes e próprias. O próprio ambiente e localização imporão restrições e permissões. Mas a verdade é que essa é uma idéia que não pode e não deve ser descartada sem consideração. A experiência tem demonstrado que mesmo as pessoas que não possuem animais de estimação sentem-se num ambiente mais “humanizado”(sic) com a presença de animais de seus companheiros. Será isso possível?

Meu conselho é que você, empresário, gerente de recursos humanos, pense nisso. Faça uma experiência, começando com um “Pet’s Day” - quando as pessoas nesse único dia poderão “apresentar” seus animais de estimação a seus companheiros de trabalho. Depois veja se seria possível permitir e como, que as pessoas trouxessem em ocasiões especiais ou às 6a. feiras, por exemplo, uma vez por mês seus “pets” ao trabalho. Meça os resultados. Veja as conseqüências para o ambiente de trabalho. Experimente!

Pense nisso! Hoje nada é mais absurdo do que ter uma empresa onde as pessoas sintam-se infelizes!

Por Luiz Marins

Os benefícios da ginástica laboral

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O acelerado desenvolvimento tecnológico trouxe inúmeras consequências para o trabalhador. São muitos os casos em que as novas ferramentas possibilitam ao homem descobrir novas possibilidades, além de aperfeiçoar e otimizar os processos já existentes. Ao mesmo tempo, não podemos esquecer das facilidades que tais avanços nos proporcionaram: diversas atividades são executadas com um simples apertar de botões.

Todavia, os confortos da vida moderna - aliados à ampliação da jornada de trabalho - levam o ser humano a posturas  estáticas, contrariando as necessidades do corpo em movimento. Trocando em miúdos, este novo estilo é bastante propício ao sedentarismo, um dos principais fatores de risco para doenças precoces e incapacitantes que acabam por afastar o trabalhador da sua vida laborativa.

Numa iniciativa para reverter esse quadro, cada vez mais as empresas investem em programas de ginástica laboral, que exercem um papel importante na prevenção e reabilitação de doenças ocupacionais e acidentes,  além de contribuir para a integração entre os colaboradores, aumentando seu nível de satisfação. A prática é altamente recomendável para trabalhadores do setor administrativo e estão sujeitos a uma série de problemas posturais, musculares e visuais.

Fique atento, pois, durante a semana, você vai conhecer melhor os benefícios da prática de atividades no ambiente de trabalho. E no próximo texto veja dicas para as pessoas que trabalham o dia todo na frente do computador.

Por hoje é só. Boa segunda!

Por Piero Vergílio

No e-mail day

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Que tal fazer das sextas-feiras, o “no e-mail day”  ou “o dia sem e-mail” ?
Muitas empresas já fazem da sexta-feira o chamado “casual day” onde todos podem ir sem terno e gravata. Por que não um dia sem e-mail?
Mas, por que um “no e-mail day”?
Simplesmente porque muitos problemas poderiam ser evitados ou solucionados definitivamente se as pessoas falassem direta e simplesmente com os responsáveis, imediatamente, oralmente, olho-no-olho ou mesmo por telefone, fazendo aquilo que só o ser humano é capaz - “falar”.
E é preciso que nos lembremos que o homem brasileiro é oral e auditivo. O brasileiro comum não compreende, com facilidade, textos com períodos compostos por subordinação, por exemplo. Somos pouco “visuais” e menos ainda “letrados”. Sempre conto um fato que presenciei numa grande empresa brasileira. O gerente chama o supervisor e, mostrando um memorandum, pergunta:
- Você leu este memorandum?
- Li, sim senhor
- Você não viu que tinha data, prazo, instruções, etc.?
- Vi, sim senhor
- Então, por que não fez o que estava escrito aqui???
- Ninguém falou nada!! Estive com o senhor várias vezes depois de ter recebido este papel e o senhor não falou nada - achei que não estava valendo mais….
Este fato pode parecer anedota, mas é verídico! Para que a comunicação realmente ocorra no Brasil ela deve ser oral e, apenas, confirmada por escrito.
O verdadeiro “vício do e-mail desnecessário” precisa ser combatido. Outro dia vi um funcionário falando a outro, sentado a seu lado no escritório:
- Leu o e-mail que acabei de mandar para você?
Nesta semana, pense nisso. Volte a falar. Volte a conversar. A resolver os problemas comunicando-se com o meio mais rápido que existe quando a pessoa está disponível em nossa frente ou do outro lado de uma linha telefônica - falando.
Afinal, como diz o ditado: “Falando a gente se entende…”
Boa Semana. Sucesso!

Por Luiz Marins