Arquivo de julho de 2009

Uma boa alternativa para workaholics

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O assunto já foi discutido por duas vezes neste espaço. Voltamos a ele para uma dica: no programa “Alternativa saúde” - exibido pelo canal a cabo GNT -  da próxima quarta-feira, dia 5, a  apresentadora Patricya Travassos conversa com o ex-workaholic Marcelo Mello, autor dos livros “Descomporte-se” e “Desconforte-se”.

Para o empresário, consultor e palestrante, as novas tecnologias e a globalização ajudam a criar esse tipo de vício. Mello acredita que as pessoas que chegam nesse estágio - passando a trabalhar mais de 12 horas por dia e deixando de lado as relações afetivas - precisam de ajuda, pois já portam uma doença psíquica.

Cynthia Howlett, por sua vez, experimenta atividades na água, ótimas para aliviar o estresse das pessoas que trabalham demais.

Sobre o programa

O Alternativa Saúde é dedicado a mostrar como é simples ter um estilo de vida saudável apesar da correria do dia-a-dia. Patricya Travassos apresenta o programa desde 1996. Já Cynthia Howlett é uma espécie de alterego dos telespectadores, ao conferir e testar como funcionam algumas das terapias e filosofias abordadas.

Quando: Quarta, às 21h30 min, no GNT

Horário Alternativo:
Quartas às 05h30; Sextas às 13h30; Sábados às 13h e 22h30; Domingos às 08h e 15h;

Por Piero Vergílio

O que falta é foco

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não quero polemizar sem necessidade, mas o que falta às empresas é foco e não missão. A missão da maioria das empresas é quase sempre a mesma: ser a melhor ou a maior no que faz ou produz, dar retorno aos acionistas, ser lucrativa, fazer produtos de qualidade, prestar serviços de qualidade, respeitar o meio-ambiente, respeitar os colaboradores, ser o fornecedor preferido de seus clientes,  etc. Todas muito iguais.

O que falta é foco!

Aprendemos em filosofia que uma afirmação ou postulado é absurdo quando o seu oposto radical é igualmente absurdo. Assim, quando escrevemos que a missão de nossa empresa é ser a primeira, a maior, a melhor ou ser lucrativa, teríamos que perguntar se seria possível alguma empresa ter como missão ser a última, ter prejuízos, fazer produtos de má qualidade, ou ainda desrespeitar o meio-ambiente, etc. Essas afirmações são, portanto, óbvias e nem precisariam ser escritas como missão de empresa alguma.

O que falta é foco!

Vejo que as pessoas que compõem boa parte das empresas sabem muito bem a sua missão, mas desconhecem com a mesma clareza o foco. Onde dispender sua energia, o que fazer e como decidir frente a situações específicas do dia-a-dia, nas relações com clientes, fornecedores e mesmo em relação a problemas concretos de qualidade e produtividade é que deve ser a preocupação de todos.

Os colaboradores de uma empresa devem ser avaliados pelo seu comprometimento com o foco e não com a missão de uma empresa. Para onde vamos? Como vamos chegar lá? Estamos no caminho certo? Temos os recursos necessários para ir? Quando chegaremos? Isso é que deve ser avaliado. Devemos avaliar comportamentos claros, mensuráveis, concretos, observáveis e não atitudes abstratas como “ter a preferência dos clientes…”.

Acredito mesmo que esse autoengano estéril e generalizado que é a discussão da missão de uma empresa, tem levado muitas organizações ao fracasso. Digo isso porque a falta de foco, da discussão exata e clara do que estamos buscando cria o ambiente propício para o baixo comprometimento e a total falta de feedback que vemos nas empresas brasileiras. Basta ler os quadrinhos que enchem as paredes das empresas com sua missão e se verá que são todas iguais, óbvias, ululantes e, portanto, enganadoras.

Outro dia vendo a missão de uma empresa, fiquei pasmo ao ler que ela afirmava que “pagará seus impostos e tributos e agirá com honestidade com clientes e fornecedores”.  O que é isso? Pagar impostos e ser honesto não é missão. É obrigação! Assim como é obrigação de qualquer empresa ou organização que se preze respeitar o meio-ambiente e fazer tudo com a maior qualidade e respeito ao ser humano. Ou não é?

O que falta é foco. Cada diretoria, cada gerência, cada departamento, cada sessão, puxa para um lado, quer uma coisa diferente e a empresa, confusa e desfocada, não consegue o comprometimento e a motivação das pessoas, que como baratas tontas ficam imaginando o que fazer para cumprir a “missão” escrita no quadrinho dourado da recepção.

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Sorocaba está entre as melhores cidades para trabalhar

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sorocaba é a 39ª melhor cidade do País para se fazer carreira, segundo o levantamento  “As 100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira”, publicado em julho pela revista Você S/A. Se considerarmos apenas os  53 municípios da região Sudeste - da qual fazem parte os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - a posição é ainda melhor:  21º lugar.

O levantamento “As 100 Melhores Cidades para se Fazer Carreira” é coordenado pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), e avalia 127 cidades - considerando os municípios mais populosos e com maiores depósitos bancários à vista - de acordo com três indicadores: economia, saúde e educação.

Este último é tido como o item mais importante e avalia a quantidade de cursos de graduação, de mestrado e de doutorado, além do número de graduados. São analisados também o PIB municipal, divulgado pelo IBGE em 2006, e a infraestrutura de serviços de saúde.

A cidade de São Paulo se manteve em primeiro lugar no ranking geral pelo oitavo ano consecutivo. Mas o estudo também comprova o potencial de polos econômicos regionais e das cidades médias, (especialmente no Sudeste do país) que têm criado boas alternativas de carreira para profissionais qualificados.

Estes municípios, com população em torno de 300.000 habitantes, são o destaque deste ano. Com problemas sociais menores que os das capitais e possibilidades de carreira e salários cada vez mais atraentes do que os encontrados nos grandes centros, elas vêm se firmando como opção viável para quem busca crescimento profissional e boa remuneração.

Por Piero Vergílio

Dica de leitura

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Há momentos em que mudar é preciso. Mas, por medo, muitas pessoas acabam se acomodando em empregos que não gostam. O comodismo do salário mensal garantido somado à crise mundial do desemprego nos tornam escravos de uma vida profissional frustrada.

Se você é um daqueles que esta insatisfeito com o seu emprego, não deixe de ler “Encontre o Emprego dos seus Sonhos” (Editora Prumo).  Por meio de histórias de pessoas comuns, que - em nome da realização profissional - venceram o medo de se arriscar, as autoras, Sarah Wade e Carole Anne Rice explicam o passo a passo, desde a percepção de que algo está errado até a conquista do trabalho ideal.

Nos primeiros capítulos, elas mostram como identificar os problemas e descobrir quais os seus objetivos de vida. Em seguida, passam a discutir quais as ações e estratégias devem ser consideradas na hora de tomar uma decisão. Por fim, o livro aborda a imersão e a transição para o novo e desejado trabalho.

Cada capítulo é ilustrado por um personagem, apresentado por uma ficha que contém nome, idade, a profissão antiga, a profissão atual, a chave do sucesso e a paixão. Depois de ter sua história contada, os entrevistados revelam aos leitores suas “receitas de sucesso”. O que todos tem em comum? Acreditaram em um ideal e foram em busca dele. O resultado só poderia ser inspirador!

Por Piero Vergílio

Fazer o que gosta ou gostar do que faz?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fazer o que gosta como forma de trabalho e de “ganhar a vida” é um dos maiores objetivos de qualquer pessoa. Desde a infância somos incentivados a buscar o que gostamos. Muitos gurus dizem que a pessoa só é feliz quando faz o que gosta. Uma das maiores fontes de infelicidade está em não fazer o se gosta de fazer.

Testes vocacionais buscam saber do que e com o que você gostava de brincar na infância para descobrir sua real vocação adulta. A premissa é que na infância você brinca com o que realmente gosta. Descobrindo essas atividades espontâneas infantis, psicólogos e pedagogos acreditam descobrir a real vocação de uma pessoa na idade adulta.

Há ainda os recorrentes depoimentos de pessoas que afirmam não sentir necessidade sequer de férias, dando como explicação o famoso “faço o que gosto”. Há ainda os que afirmam que “para mim o trabalho é um lazer porque faço o que gosto…”.

Psiquiatras, psicoterapeutas, psicólogos e até pedagogos aconselham as pessoas estressadas ou deprimidas a abandonar as “amarras da vida”, mudarem suas vidas e “fazer o que realmente gostam”. Vejo, também, jovens que entram numa determinada faculdade e desistem no segundo semestre ou no segundo ano. A razão, segundo eles é “vi que não era o que eu gostava…”. E assim mudam de medicina para psicologia, de psicologia para publicidade, etc. Tudo em busca de “achar o que gosta”.

Assim, fazer o que gosta parece ser fundamental para o sucesso pessoal, profissional e empresarial. Trabalhar num campo, num setor, numa empresa onde “gostamos do que fazemos” é um grande fator de ausência de estresse e tensão. Portanto, o ideal será sempre conciliar o trabalho com aquilo que espontaneamente se gosta de fazer.

Porém, como sabemos, esse ideal nem sempre é atingível. Nem sempre é possível trabalhar no que “gostamos”. Nem sempre é possível fazer de nossa vocação original e intrínseca a nossa fonte de renda ou de emprego. Devemos, incessantemente, buscar esse ideal, mas num determinado momento de nossas vidas, chegamos à plena consciência e maturidade de que esse ideal não será facilmente atingido.

O tempo passou. Os compromissos se acumulam. Não podemos mais ficar pulando de galho em galho em busca do que simplesmente gostamos. Temos que “ganhar a vida”. Temos uma família para criar. Filhos na escola. Prestações da casa própria. O tempo está passando muito rapidamente…. É justamente essa fase que eu chamo de “maturidade plena”. É quando deixamos nossos “sonhos” que sabemos hoje, inatingíveis, e tomamos consciência do que realmente somos e do que realmente temos e poderemos ter - em condições de vida normal.

E é justamente essa maturidade que deve nos ensinar a gostar do que fazemos. Viver a vida toda em busca do “fazer o que gosta” pode nos desviar do prazer de “gostar do que fazemos”. Uma pessoa realmente madura, mais do que buscar fazer o que gosta, aprende a gostar do faz. Aprende a ver na sua família, a sua família e a gostar dela como ela é. Aprende a ver na sua imagem, a sua verdadeira imagem e gostar dela como ela é. Aprende a ver o seu emprego como o seu emprego e a gostar dele e sentir prazer no trabalho. É um exercício de aprendizagem.

Aprendendo a gostar do que faz a pessoa começa a deixar de lado as eternas tensões de lutar contra o que faz. Ela aprende a enxergar o lado positivo do seu emprego, do seu trabalho, da sua profissão. Pessoas que vivem na busca incessante de fazer o que gostam, não se permitem enxergar o lado positivo do que fazem, do emprego em que estão, das coisas que possuem e até dos amigos com quem convivem. Estão o tempo todo em busca do que, muitas vezes, nem elas próprias sabem o que é. Elas sabem do que não gostam - e isso é quase tudo o que fazem - mas não sabe do que realmente gostam. E essa busca, muitas vezes, dura uma vida toda de insatisfação e não-realização.

É preciso aprender a gostar do que faz. E que o leitor não pense que estou advogando a acomodação. Que estou defendendo a não-busca do ideal de fazer o que gosta. Que acredito na impossibilidade total de ganhar a vida fazendo o que se gosta de fazer. Pelo contrário. Advogo a busca do ideal de trabalhar, de fazer, de viver fazendo o que se gosta de fazer.

Mas insisto na consciência da realidade de que, num certo momento da vida é preciso gostar do que faz e buscar a felicidade na madura dedicação e comprometimento ao que se está fazendo. Assim, acredito que o gosto pelo trabalho é também uma atitude mental. No momento em que eu aceitar o fato de que minha profissão é aquela; meu emprego é aquele; meus colegas são aqueles; posso desenvolver atitudes e comportamentos mais positivos em relação ao trabalho, à profissão e às pessoas.

Se sou médico ou professor e descubro aos 45 anos que “não era bem isso que eu queria ser”, é claro que posso jogar tudo para o alto, mudar de vida, de profissão, etc. Mas será muito mais maduro se eu aprender a gostar do que faço encontrando dentro da medicina ou do magistério o prazer, a satisfação que por certo essas profissões podem propiciar.

Mas para gostar do que faz é preciso querer gostar do que faz. É preciso dominar a vontade e a parte imatura de nosso ser que busca fugir da responsabilidade do enfrentamento da realidade e “queimar as naus” do passado ou do que achamos que “gostaríamos de fazer”.

Sei que muitos leitores não concordarão com o que estou dizendo. Sei que muitos leitores dirão que temos que buscar fazer o que gostamos até morrer. Que uma pessoa nunca deve deixar de buscar o ideal de fazer o que gosta. Concordo com o ideal dessa busca, com um ideal.

Mas, é preciso reconhecer, sem fantasias, que a vida, na prática, mostra que pessoas que aprenderam a gostar do que fazem acabaram descobrindo a felicidade e o sucesso de forma igualmente gratificante. Elas aprenderam a fazer do que fazem aquilo que gostam e não desperdiçarm a vida esperando o que gostam para fazer.

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Em homenagem ao Dia do Amigo…

segunda-feira, 20 de julho de 2009

… comemorado neste 20 de julho:

Canção Da América

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Boa segunda!

A indústria e a (falta de) qualificação da mão-de-obra

domingo, 19 de julho de 2009

A falta de capacitação é apontada pelas indústrias como um importante obstáculo ao crescimento. Mesmo com um excedente de mão-de-obra, parcela significativa dos trabalhadores brasileiros não possui a qualificação necessária para ocupar determinados postos de trabalho. Resultado: sobram vagas no mercado.

Uma das principais causas deste problema - que é mais acentuado nas empresas pequenas, mas também ocorre, com certa frequência, nas indústrias de médio e grande porte - é a má-formação do trabalhador: muitos jovens entre 15 e 17 anos ainda estão fora da escola. Aqueles que estudam, por sua vez, não recebem uma instrução de qualidade, que atenda as necessidades de mercado; ou então são formados para setores onde não há oferta de trabalho, de acordo com a região em que estão inseridos.

Especialistas alertam que, embora as habilidades manuais sejam muito importantes, a formação deve acompanhar a evolução da tecnologia. O contexto industrial exige um profissional polivalente, capaz de tomar muitas decisões no chão de fábrica e atuar em várias vertentes. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Sorocaba (Senai) funciona em quatro turnos e  atua nas seguintes áreas: mecânica de usinagem, eletroeletrônica, mecânico de automóveis e CNC.

A unidade oferece gratuitamente os chamados cursos de aprendizagem industrial, com duração de até dois anos. Este gênero de qualificação tem por objetivo a preparação de mão-de-obra para a indústria e atende a jovens que possuem o Ensino Fundamental concluído, na faixa etária entre 14 e 24 anos.

Na outra ponta, as empresas também oferecem atividades de capacitação para seus funcionários. A ZF mantém, exclusivamente no Brasil e, mais especificamente, apenas na unidade de Sorocaba, a sua universidade corporativa. A UniZF, como foi denominada, é coordenada pelo departamento de Desenvolvimento Organizacional do Grupo ZF na América do Sul e oferece diversos cursos gratuitos, com foco nas áreas de gestão, negócios, produção e tecnologia.

O objetivo é mostrar como é importante fornecer as condições necessárias para o desenvolvimento do conhecimento, postura empreendedora e geração de líderes eficazes. A empresa também é parceira do Projeto Pescar, em todas as cidades nas quais possui unidades fabris.

Por Piero Vergílio

Trabalhe em casa… sem perder a produtividade

sexta-feira, 17 de julho de 2009

É  meus caros, chegou a sexta-feira. O fim de semana é um período bastante aguardado pelos profissionais - exceto aqueles que são viciados em trabalho - pois é a oportunidade que as pessoas têm de se dedicarem aos seus projetos pessoais, atividades de lazer ou porque não dizer, ficar em casa. Isso mesmo. Mesmo que você não tenha planejado nada,  é um alívio saber que pelos próximos dois dias você não terá que acordar cedo, enfrentar o trânsito e depois o mau-humor do seu chefe.

Meus amigos, se vocês fazem parte deste grupo, é bom que saibam que não estão sozinhos. E agora a melhor notícia: segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho, o número de profissionais trabalhando de casa cresce 10% ao ano. O chamado trabalho remoto ou home office é uma alternativa cada vez mais procurada por autônomos, mulheres grávidas ou por executivos cuja presença no escritório não é obrigatória.

Cabe aqui uma ressalva importante: essa liberdade conquistada por estes profissionais não deve, de maneira alguma, servir como desculpa para a irresponsabilidade. Afinal de contas, o simples fato de estar em casa já é, por si só, um tentador convite para “diminuir o ritmo”. Por outro lado, você não deve esquecer de que, apesar do seu chefe não estar ali na sala ao lado, existem metas e prazos, que devem ser respeitados: é importante manter a produtividade.

O primeiro passo é alertar a família de que você está trabalhando - se preciso, crie um código, como a utilização de determinado acessório - para evitar interrupções desnecessárias. Também é preciso delimitar o seu espaço de trabalho: se não há condições físicas de montar um escritório, você deve “criar” o seu canto de trabalho, de preferência beeeeeeeeeeeeeeeeeeeem longe (assim mesmo, com esta ênfase) de distrações em potencial, como o home theather.

Mesmo o uso do computador requer alguns cuidados. Evite o uso da internet para resolver questões pessoais e o mais importante, acessar conteúdos que não tenham nenhuma relação com o seu trabalho , como comunicadores instantâneos (eu sei que é difícil). Se você possui um único e-mail, crie marcadores para priorizar as mensagens que devem ser respondidas. E lembre-se: a tecnologia é sua aliada. Tire proveito de todas as vantagens que ela pode oferecer!

Por último, o mais importante: crie uma rotina diária, com horários pré-determinados para o início e o fim do expediente, vestindo algo que seja confortável, mas que não lembre o descanso.  Ao mesmo tempo, aproveite as horas a mais para dormir, fazer exercícios ou conversar com a família. Epara encerrar, um conselho, dado por experiência própria: se você aproveitar essas dicas, verá o quanto pode ser bom este novo esquema de trabalho. Bom fim de semana!

Por Piero Vergílio

Ofende os bons, quem poupa os maus

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Um ditado latino diz: “bonis nocet, qui malis parcit”.

Esse ditado é repetido em vários países: “Who pardons the bad, injuries the good”, na Inglaterra;  “Chi perdona ai cattivi, nuoce ai buoni” na Itália; “Qui épagne le vice, fait tort à la vertu” na França; “Ofensa hace a los buenos el que a los malos perdona” na Espanha. Em nosso bom português é “Quem poupa os maus, ofende os bons”.

Veja quanta verdade está inserida neste velho ditado!  Nada é mais desmotivador para um ser humano do que a injustiça de ver pessoas erradas sendo tratadas da mesma forma que as que estão certas. Nada é mais desmotivador do que ver pessoas desonestas sendo tratadas da mesma forma que as honestas. Nada é mais desmotivador do que a injustiça e a impunidade. Quando somos complacentes com os maus, estamos, na verdade, ofendendo os bons.

Veja na empresa. Quando protegemos funcionários que não são comprometidos; que não atendem bem aos clientes; que não participam de nossa visão e nossas crenças; estamos, na verdade, punindo os bons, os comprometidos, os competentes, os que atendem bem, os que compartilham de nossa visão e nossas crenças.

Quando um chefe vê um trabalho mal feito e não chama a atenção do subordinado, está na verdade ofendendo quem faz bem feito e luta para se aperfeiçoar. Da mesma forma, ofende os bons clientes, a empresa que não faz diferença entre os bons e os maus e trata os maus da mesma forma que os bons. Clientes que não pagam em dia, que não seguem as instruções de uso de nossos produtos, não podem ser tratados da mesma forma que os que são realmente comprometidos com o sucesso de nossa empresa.

Um dos grandes problemas do Brasil, dizem os jornais e revistas, é a impunidade. Quem faz o certo sente-se injuriado ao ver tanta impunidade. Assim, os que pagam todos os impostos são zombados pelos que não pagam, na certeza de uma anistia fiscal. Os que chegam aos compromissos no horário marcado sentem-se tolos, ao ver que o horário respeitado é o dos que atrasam: “Vamos demorar mais meia horinha (sic) para começar porque muitos convidados ainda não chegaram…”. Isso sem falar nos corruptos soltos. Nos traficantes soltos. Nos pichadores do patrimônio histórico que são elogiados como “grafiteiros”, etc. Veja se você também não está cometendo essa injustiça.

Lembre-se: Quem poupa os maus, ofende os bons.

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Para quem é viciado em trabalho (Parte II)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Você trabalha o tempo todo? Mesmo depois do expediente prioriza as atividades profissionais, levando serviço para casa? Durante um happy hour, você só consegue falar de trabalho? Se você respondeu positivamente a estas questões, fique atento: tudo indica que você é um workaholic.

Agora, logo no início deste texto, proponho uma reflexão: o seu trabalho contribui para que você concretize os seus objetivos de vida? Se você está plenamente realizado trabalhando o tempo todo e considera que “a falta de tempo” é um sinal de status, meus parabéns: seja feliz assim! Por outro lado, se você sabe que alguma coisa está errada, mas não tem ideia de como mudar esse panorama, fique atento à segunda parte das nossas dicas:

  • Cultive o hábito da leitura - Se é para ser dependente de alguma coisa, que seja dos livros. Quando você for fisgado por uma boa história, provavelmente passará a trabalhar menos para se dedicar a leitura, o que, cá entre nós, é muito mais proveitoso do que participar de inúmeras reuniões infindáveis ou responder aos vários emails não importantes que, diariamente, lotam a sua caixa de entrada. Mas atenção: para que o método funcione, passe longe dos livros de economia e finanças.
  • Busque uma fonte de prazer - a ambigüidade deste título pode levar os mais afoitos a concluir que escrevo sobre prazer carnal. É uma solução viável, embora não seja deste tipo de prazer que eu quero falar aqui. Resgate um hobby ou então encontre uma atividade que não possa ser interrompida, na qual você tenha uma participação efetiva. O mais importante é que você se sinta feliz. Dica deste humilde jornalista: já cogitou a hipótese de trabalho voluntário?
  • Mude radicalmente seu estilo de vida - se nenhuma das dicas anteriores apresentar um bom resultado opte por uma solução mais “radical”: jogue tudo para o alto e ingresse em uma comunidade hippie. Outra alternativa são os mosteiros, locais ideais para a prática de meditação. Como um mantra, repita para você mesmo: “eu vou trabalhar menos”.

Boa terça-feira!

Por Piero Vergílio