Arquivo de setembro de 2009

Conheça os principais pontos discutidos no Congresso da Indústria 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aconteceu, na última segunda-feira, o Congresso da Indústria 2009. Com o tema “O Brasil após a crise”, o evento - que está em sua terceira edição - optou por debater a crise econômica mundial e o momento pós-crise e, para isso, trouxe visões e reflexões distintas de representantes da China, da Argentina e do Fundo Monetário Internacional (FMI). “É uma oportunidade para analisar as providências tomadas e se ainda há riscos para a economia mundial”, resume o o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf.

Durante o congresso, o secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou o conjunto de medidas adotadas pelo estado paulista para combater a crise,  como o aumento do investimento público do estado, que neste ano chega a R$ 20,6 bilhões. “Precisamos nos preparar para este novo ciclo em que o Brasil ocupará papel de destaque no cenário mundial”, reiterou.

Por sua vez, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Murilo Portugal, adiantou aos presentes que a economia mundial vem tomando fôlego desde março deste ano, e deve fechar 2009 com arrefecimento de 1%, ante 1,5% previsto. Já para 2010, a instituição reviu suas contas e elevou a taxa de crescimento de 2,5% para 3%.

Na América Latina, segundo ele, o Brasil lidera como protagonista no pós-crise, mas alertou que a recuperação do nível de emprego ainda será lenta e, para alguns países desenvolvidos, o desemprego poderá crescer mais nos próximos anos. Ele explica que esta continuidade será causada, principalmente, pela baixa oferta da demanda internacional.

A terceira edição do Congresso também abordou outros temas da agenda brasileira, como infraestrutura, inovação, sustentabilidade e educação. “São pontos fundamentais para o desenvolvimento do País nos próximos anos”, salientou Skaf, referindo-se à previsão de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para o próximo ano.

Você não pode comer o bolo e ficar com ele

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma das coisas que poucas pessoas conseguem compreender é que você não pode comer o bolo e ainda ficar com bolo. Se você comer o bolo, o bolo não mais existirá. Ou seja, para você ter uma coisa que deseja é preciso saber que, muitas vezes, terá que abrir mão de outras coisas que igualmente deseja.

Lembrando disso, você irá, talvez, comer o bolo mais devagar, com menos pressa. Lembrando disso, talvez, você irá preparando um novo bolo enquanto estiver comendo este bolo. Lembrando disso, talvez, você pense mais no seu futuro e seja mais previdente para não se surpreender quando o bolo acabar. Lembrando disso, talvez você se decepcione menos com as pessoas e com a própria vida porque você irá sempre se lembrar de se preparar para quando o bolo acabar.

O bolo também pode representar a própria vida. A vida foi feita para que sejamos felizes. A vida deve ser gostosa como um bolo. Mas temos que ter equilíbrio na vida e saber que aquele saboroso bolo um dia acaba e talvez devamos controlar nossos desejos e nossos impulsos para não comê-lo todo no aqui e no agora.

O bolo pode representar nossos próprios clientes. Se abusarmos de nossos bons clientes, sugando deles tudo o que podem nos dar no curto prazo, talvez os percamos no longo prazo. Teremos comido o bolo com muita sofreguidão e daí ficamos sem o bolo.

O mesmo acontece quando fazemos negociações muito rígidas com nossos fornecedores, por exemplo. Queremos tirar o máximo deles - comer todo o bolo que podemos - e com essa atitude poderemos ficar sem o bolo num futuro próximo, pois quem come o bolo fica sem o bolo.

No relacionamento entre as pessoas isso também é uma verdade. Há pessoas que “sugam” outras pessoas ou seus parceiros e essas pessoas ou parceiros ficam estressados a tal ponto que não suportam esse relacionamento por muito tempo. O “sugador” ficou sem o bolo.

Lembrando que quando come o bolo fica sem o bolo uma pessoa fica mais alerta para controlar a sua ganância de querer ganhar tudo a curto prazo e também mais alerta para preparar o futuro.

Sabendo que o bolo que está comendo no momento vai acabar, a pessoa pode ir preparando um novo bolo e com isso terá sempre um bolo para comer. Quando a pessoa não se prepara para o fim de um bolo ela poderá correr o sério risco de encontrar-se numa situação em que não terá os prazeres de um bolo para comer.

Sei que este tema é um pouco polêmico. Mas ele é muito importante para que as pessoas pensem sobre a própria vida pessoal e profissional. Assim, também você, pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Indústria se reúne para debater Brasil pós-crise

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Com o tema “O Brasil após a crise”, em 28 de setembro, especialistas e dirigentes de empresas irão se reunir no 3º Congresso da indústria, organizado anualmente pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Pela manhã, será traçado um panorama da crise econômica mundial, destacando as políticas do País para frear a recessão. Já no período da tarde, governo, economistas e líderes empresariais avaliarão as perspectivas do Brasil na nova composição do cenário internacional, com discussões nas áreas de infraestrutura, inovação, sustentabilidade e educação.

Para o debate, estarão presentes o ex-ministro da Economia e Produção da Argentina, Roberto Lavagna, o vice-diretor do FMI, Murilo Portugal, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, e Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional da Indústria. Participam também do evento, o economista Delfim Neto, o embaixador Sérgio Amaral e empresários de diversos setores.

O Ciesp Sorocaba irá organizar uma caravana para o evento, que será realizado no World Trade Center (WTC), em São Paulo. Os interessados podem se inscrever até esta sexta-feira (25), pelo telefone (15) 4009-2900. A participação é gratuita. Mais informações aqui.

Serviço: Congresso da Indústria - “O Brasil após a Crise”
Dia: 28 de setembro
Horário: 8h30 às 18 horas.
Local: World Trade Center - WTC
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 12.550 - Brooklin Novo

10 dicas de como PERDER um cliente, segundo o Prof. Marins

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

1. Acredite que seu cliente é um “palhaço”. Faça-o de palhaço, trate-o como um palhaço. Minta. Não cumpra o que prometer. Acredite que cliente sempre volta;

2. Seja arrogante. Você e sua empresa. Lembre-se que você não precisa daquele cliente. Sua empresa é mais importante e sempre será. Se o cliente quiser comprar, que compre. Se não quiser, que procure outro;

3. Não se preocupe com qualidade. Nem de produto, nem de serviço. Cliente não entende de qualidade. O que cliente quer é “preço”;

4. Tenha sempre os funcionários mais baratos do mercado. Essa estória de pagar bem é conversa. Empregado tem que ser tratado como merece - sempre com um chicote na mão;

5. Nunca treine seus funcionários ou permita o seu desenvolvimento. Se você treinar eles saem. Se forem melhores, também sairão. Nada de treinamento. Sua empresa não é escola de concorrentes;

6. Faça o seu cliente perder tempo. Acredite que ele tenha o tempo todo à sua disposição;

7. Nunca cumpra prazos e horários. Chegue atrasado aos compromissos assumidos e não se preocupe com os prazos prometidos;

8. Fale com o cliente sem olhar para ele. Olhe para o chão, para os lados ou para qualquer lugar, menos para os olhos do cliente;

9. Não dê retorno. Se ele quiser saber, ele que ligue para você ou vá até à sua empresa. O interesse é dele;

10. Jamais sorria. Você não é palhaço para ficar dando risadinha o tempo todo. Se o cliente quer alegria, que vá ao circo!

Por Luiz Marins

Qual a resposta certa? (Parte I)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os candidatos que estão a procura de emprego sabem o quanto é importante causar uma boa impressão nos selecionadores. É meio caminho andado para conquistar a tão sonhada vaga. Para isso, eles sabem que diversos aspectos são analisados durante uma entrevista: a maneira de se vestir e se portar são alguns deles. Não basta apenas ter um bom currículo, é preciso mais…

Neste contexto, as respostas dadas pelos candidatos a determinadas perguntas podem fazer a diferença. Os candidatos estão sendo testados também nesta hora. Por esta razão, o Advance Blog publica, abaixo, um pequeno guia que orienta como responder da maneira mais adequada às perguntas de uma entrevista de emprego.

1) FALE UM POUCO DE VOCÊ

Não caia na tentação de sair enumerando qualidades e mais qualidades. Dizer muita coisa pode passar a impressão de que você está querendo se auto-promover e que nem tudo é verdade. Pega mal. Prefira apontar, duas ou três qualidades, lembrando situações práticas em que essas habilidades foram utilizadas.

2) POR QUE A EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?

O raciocínio é semelhante ao do item anterior. Não adianta ficar só na teoria de que é um bom profissional, com vasta experiência na área. Melhor do que propaganda em causa própria, são os itens que constam no currículo. Convencem mais, se é que me entendem…

3) QUAL O SEU OBJETIVO?

IMPORTANTE: Aqui são cometidos dois erros muito comuns. “Estou aqui para aprender. Futuramente, quero abrir meu próprio negócio”. Em primeiro lugar, as empresas não tem tempo para preparar seus funcionários. Num mercado extremamente dinâmico, elas buscam por profissionais já preparados. Lugar de aprender é na escola. Outro ponto: ninguém quer dar munição a um futuro concorrente. Este, aliás, é um dos grandes receios de uma empresa, como você pode ver aqui.

4) QUAL A OPINIÃO QUE SEUS ANTIGOS SUBORDINADOS OU CHEFES TÊM DE VOCÊ?

O objetivo é avaliar a sua capacidade de transmitir feedback. Reconheça a importância de todas as pessoas que já trabalharam com você e demonstre sua preocupação em conhecer a opinião da equipe. Isso fica mais fácil se você já se submeteu a uma avaliação 360º.

Em breve, a segunda parte do nosso guia.

Por Piero Vergílio

Você conhece a Disney?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Conhecer a Disneyworld é um sonho de muitas crianças - e até mesmo adultos - afinal, os personagens de Walt Disney, há muitos anos, encantam e povoam o imaginário de diversas gerações. Mickey, Pato Donald, Rei Leão e compania são atemporais. Calma leitor, não tire conclusões precipitadas: eu não resolvi extravasar um antigo desejo de infância, nem estou me lamentando por ainda não tê-lo realizado. Esse post tem uma razão de ser.

Convido a você, caro leitor, para conhecer a Disney de uma maneira diferente. E o melhor: você vai poder fazer isso sem sair de casa. O livro “Nos bastidores da Disney” (Tom Connellan, Editora Futura) revela, por meio de uma linguagem simples e de fácil leitura, os princípios que orientam a cultura e o sucesso do grupo.

A obra desvenda os sete segredos - que podem ser aplicados por qualquer outra empresa  - e fornece uma série de exemplos que ajudarão profissionais de qualquer nível organizacional a voltarem sua atenção para os clientes. Você entenderá como a Disney cria e mantém uma das mais poderosas culturas empresariais e saberá qual é o verdadeiro concorrente da Disney e de sua empresa.

Aplicando as estratégias especialmente criadas pela Disney para fazer com que seus membros aprendam a trabalhar em equipe, você fará com que todos os seus funcionários compreendam a importância de seus papéis e acreditem neles. Ficou curioso? O Advance Blog dá uma mão e publica, abaixo, um aperitivo das respostas que você vai encontrar no livro:

• Como avaliar a satisfação dos clientes obtendo dados concretos com rapidez?

• Como usar métodos poderosos com o os cartões Guest Service Fanatic e Spirit of Disney Award para reconhecer, celebrar e recompensar o trabalho eficiente?

• Como responder a perguntas do tipo: “A que horas começa o desfile das três da tarde?”

• Como adequar o recrutamento e o treinamento de sua empresa baseando-se em programas bem-sucedidos como Traditions, Wish upon a Stare We’ve Come a Long Way, Mickey?

• Como produzir em seus vendedores externos a sensação de parceria, fazendo com que se tornem parte de sua equipe?

Para fechar este post, deixo uma última pergunta: “Pronto para esta viagem?”

Por Piero Vergílio

A gentileza no ambiente de trabalho

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A maneira mais prática e imediata de melhorarmos o nosso ambiente de trabalho é desenvolver nas pessoas a gentileza.

Sei que o leitor pode achar isso uma grande bobagem. Mas não é. Se as pessoas forem mais gentis umas com as outras, menos agressivas e adotarem comportamentos mais civilizados, a qualidade de vida no ambiente de trabalho melhorará muito. Vejo empresas em que os colaboradores não se respeitam. Gritam uns com os outros. Falam mal de clientes, fornecedores e mesmo das chefias. Não cuidam da limpeza dos sanitários. A copa é suja e mal arrumada. As mesas entulhadas.

A gentileza, tomada em seu sentido mais amplo, significa respeito às pessoas, não só no modo de falar e agir, mas no cuidado com o ambiente. Num ambiente desprovido de gentileza, não pode haver prazer no trabalho. E trabalhar sem prazer é uma semi-escravidão.

Chefes gritam com subordinados. Subordinados respondem com palavras e gestos obscenos. A falta de respeito parece ter tomado conta de muitas empresas. O ambiente fica carregado do mau humor próprio das pessoas mal educadas.

Se sua empresa encontra-se nessa situação ou a caminho dela, é preciso, com urgência reverter esse quadro, antes que seja tarde demais. Quando discuto isso com alguns empresários, diretores, chefes e colaboradores, eles me dizem “aqui nesta empresa não há solução”.

É preciso não acreditar nisso e buscar rapidamente o caminho da gentileza, do respeito, da educação, da limpeza, da ordem, da estética, pois são esses os símbolos da civilização e temos que desenvolver empresas civilizadas e não rudes, grossas, desprovidas de qualquer respeito aos colaboradores, fornecedores e clientes.

Não conheço nenhum ser humano, por mais pobre e simples que seja, que não queira ser bem tratado; que não goste de ser alvo de gentilezas, de um simples “obrigado”, “por favor”, “desculpe-me” ou “com licença”. Por mais rude que seja uma pessoa, ela se curvará, no mais íntimo de seu ser, a pessoas educadas, polidas, gentis.

Uma empresa gentil atrai e fideliza clientes. Uma empresa gentil atrai e retém os melhores talentos. Uma empresa gentil aproxima fornecedores de qualidade. Experimente e verá!

Faça em sua empresa um grande esforço para disseminar a idéia da gentileza entre as pessoas.

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

ESCREVER EM CAIXA ALTA É MOTIVO PARA DEMISSÃO?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Caros leitores, recebi a notícia por e-mail e resolvi convidá-los para que se manifestem. Convencionou-se, como parte de um manual de boas maneiras na internet, associar a escrita em caixa alta (LETRA MAIÚSCULA) à falta de educação: a atitude é interpretada como se o autor do texto estivesse gritando.

É bem verdade que algumas pessoas desconhecem e/ ou ignoram esta “regra”, causando alguma discussão nos ambientes virtuais. Mas nada comparável ao que aconteceu a uma contadora, na Nova Zelândia. Vicki Walker foi demitida por enviar a alguns funcionários uma mensagem que continha palavras em destaque, escritas em caixa alta, negrito e na cor vermelha.

A empresa atribui a demissão a um suposto “tom rude” no e-mail. A ex-funcionária, por sua vez, recorreu a justiça por considerar o motivo absurdo e irá receber uma indenização. Cá para nós, eu particularmente, estou com ela. Esse não é um motivo forte o bastante para demissão.

Se a empresa não aprovou sua atitude que alertasse, discutisse a questão, mas não demitisse. E  toda a trajetória profissional dessa funcionária, não é levada em consideração? Particularmente, se este foi mesmo o único motivo, considero a decisão um retrocesso; há itens muito mais importantes com os quais os executivos devem se preocupar. Fico imaginando se a moda pega por aqui…

E vocês? O que pensam? Os comentários estão abertos para que manifestem suas opiniões… Bom fim de semana!

Por Piero Vergílio

Como atingir objetivos e metas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Na noite anterior à caçada, os aborígines australianos, com quem vivi e estudei durante mais de um ano, fazem a dança da caça onde uma parte do grupo faz o papel da caça e outra parte o dos caçadores. Nessa dança eles acreditam “caçar” o animal. Após a “caçada” (na dança) eles comemoram, fazem as chamadas pinturas rupestres (desenham o animal caçado nas paredes das cavernas) e vão dormir. No dia seguinte, se levantam e vão “apanhar o animal”, com os bumerangues e lanças próprios para (agora sim) caçar o animal que acreditam já ter sido devidamente “caçado” durante a dança na noite anterior.

O que a caçada aborígine nos ensina?

Em primeiro lugar vemos que a “dança” é uma preparação mental e física para a caçada (objetivo) e ao mesmo tempo um verdadeiro “treinamento”. Quando imitam o animal e o ato de caçar, fazem, na verdade um treinamento de simulação da caça verdadeira. Aí são discutidos os hábitos do animal a ser caçado, o comportamento dos caçadores, as armas e a destreza no uso dos equipamentos (bumerangues e lanças), etc.
Mas o principal é que a dança serve para fixar claramente qual é o objetivo do dia seguinte - caçar aquele determinado animal (e não outro).

Com o objetivo bem determinado, claro e de conhecimento de todos (qual é o animal a ser caçado) e com ações de preparação e treinamento (dança noturna) para conquista-lo, e com as armas certas, não há como não obter êxito na caça!

No dia seguinte, a caçada segue sem nenhuma tensão ou ansiedade pois que a certeza de caçar é tão grande que basta apenas ter dedicação e entusiasmo para se atingir o objetivo final - trazer o animal para a aldeia!

Na empresa e no nosso dia-a-dia é a mesma coisa: um objetivo e metas claros e definidos, instrumentos certos para atingi-los (ou armas adequadas), pessoas certas e habilidades treinadas, dedicação e entusiasmo e, com certeza, atingiremos nossos objetivos, por mais audaciosos que parecem ser.

Os dias atuais de extrema mudança e competitividade exigem que tenhamos claro os nossos objetivos pessoais e profissionais e um total envolvimento e comprometimento com as coisas e com as causas da empresa em que trabalhamos. Para atingir um objetivo é preciso que não nos economizemos em nossa capacidade de participar dos programas e projetos de qualidade, produtividade, agressão ao mercado, vendas e outras atividades que levem nossa empresa ao sucesso.

Há pessoas que não se envolvem, não se comprometem, com a idéia falsa e errônea de que não se envolvendo e não se comprometendo ficam isentas de problemas. Nada mais falso! Pessoas que preferem “morrer sentadas” com medo de participar ficam à margem do caminho, nunca são promovidas e são vistas como não-comprometidas.

As pessoas de sucesso são as que não têm medo de se comprometer e as que compreendem que o sucesso exige de nós a coragem para correr riscos, para assumir compromissos e lutar por nossos objetivos. A diferença fundamental entre ganhadores e perdedores está na medida do comprometimento, do envolvimento, da participação e da capacidade de fazer, empreender.

Você conhece funcionários que ficam procurando maneiras de fazer as coisas pelo caminho menos comprometido e mais fácil? Você conhece funcionários que ficam o tempo todo olhando no relógio para ver quando terminará o expediente para irem embora o mais rapidamente possível? Você conhece pessoas que não participam de nada em suas comunidades para não se envolverem em coisas que “dão trabalho”?

Eu conheço muita gente assim e tenho pena dessa gente.

O tempo atual é dos que têm objetivos claros e são comprometidos com aquilo que fazem. Vejo, com pesar, pessoas que se economizam o tempo todo. Parece que não querem “gastar-se”. Não querem “doar-se” àquilo que fazem. Essas pessoas jamais terão sucesso algum. Jamais experimentarão o prazer de serem avaliadas positivamente. Jamais alcançarão seus objetivos e metas.

Quanto mais uma pessoa se economiza, mais os outros a economizarão, não contando nada a elas, não as envolvendo nas decisões, não perdendo, enfim, tempo com elas. E assim, elas vão ficando cada vez mais “por fora” e alheias a tudo o que acontece e, é lógico, serão igualmente esquecidas nas promoções e nas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

Com um objetivo claro e definido, pessoas comprometidas experimentam o sucesso tão invejado pelos que não se envolvem, não se comprometem e ficam à margem do caminho.

Acredite! Tenha foco, se aperfeiçoe, use as armas adequadas, tenha dedicação e entusiasmo e traga para casa o seu “bicho”!

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

De quem é a responsabilidade pela qualificação?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Já está provado que a estabilidade financeira não é mais fator determinante para manter um colaborador na empresa. Hoje em dia, além de um bom salário, o trabalhador almeja crescer na corporação. Neste cenário, o empresário se vê diante do desafio de aliar o crescimento da empresa à satisfação do empregado.

Parece simples dizer que o investimento em cursos de qualificação é a solução para esse problema. Mas não é bem assim.  De quem é a responsabilidade pelo custeio desses cursos? Muitas empresas tem medo de aplicar recursos  em atividades que agreguem valor ao conhecimento do funcionário. Se, por um lado, um colaborador mais preparado é garantia de benefícios para a corporação, por outro há o receio de que o trabalhador seja atraído por uma proposta mais vantajosa da concorrência - e demita-se - ou ainda decida tornar-se um empreendedor.

Para que o investimento não seja em vão, a empresa deve cercar-se de alguns cuidados. Uma sugestão é fazer um contrato com o beneficiário, que deve conter o que a corporação se dispõe a oferecer e também os deveres do empregado. Se ambos concordarem com os termos a empresa pode, por exemplo, custear metade de um curso de graduação de quatro anos. Em troca, o funcionário compromete-se a permanecer no emprego por alguns anos, após a conclusão do curso.

Outra alternativa que pode solucionar esse impasse é a opção por “benefícios flexíveis”, príncipio segundo o qual o empregado escolhe e dispõe livremente sua lista de vantagens, oferecidas não apenas aos integrantes da diretoria. Se ele já tem plano de saúde pode investir os créditos num curso de inglês, por exemplo.

O fato é que as empresas tem se preocupado cada vez mais em ampliar os benefícios a todos os seus funcionários. Esse é um fator relevante na hora de escolher entre continuar no emprego ou partir em busca de novos desafios. Antes de encerrar esse texto, vale lembrar que o conhecimento é a maior riqueza do ser humano: a única coisa que ninguém pode nos roubar.

Boa segunda!

Por Piero Vergílio