Arquivo de fevereiro de 2010

Desconfie das coisas muito fáceis

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quando uma coisa para você ou para os outros parecerem fáceis demais, desconfie. Não há vitória sem esforço, sem dedicação, sem comprometimento, sem entusiasmo.

Às vezes ouvimos estórias tão encantadoras de coisas que foram conseguidas com tanta facilidade que ficamos pensando: “Será que as coisas só são difíceis para mim ou para minha empresa? Tudo o que consegui foi com muito esforço e para os outros as coisas parecem ser tão simples e fáceis…”

Quando você tiver essa sensação, desconfie das estórias que lhe contaram. Nada é tão fácil para ser conseguido. O sucesso demanda muita dedicação, afinco, perseverança e, sobretudo, tempo e paciência.

A grande maioria das pessoas de sucesso lutaram e lutaram muito para conseguir o sucesso que têm hoje. Erraram muitas vezes, não desistiram, persistiram, tiveram uma dedicação superior à causa em que acreditavam. Leia as biografias das grandes personalidades do mundo e veja que para elas as coisas nunca foram tão fáceis.

Lembre-se que nada é impossível. Mas lembre-se, também, que nada cai do céu sem a sua participação efetiva e seu comprometimento. Os teólogos dizem que até a oração pedindo alguma graça tem que ser feita com um “sentimento especial de compromisso”.

Nesta semana, gostaria que você pensasse sobre este tema das coisas muito fáceis. Será que nós não ficamos esperando que as coisas nos aconteçam muito facilmente? Temos nos dedicado integralmente às coisas que realmente desejamos? Fazemos a nossa parte, isto é, cuidamos dos detalhes, nos envolvemos, vamos em busca das coisas certas que precisam ser feitas?

Nesta semana, pense nisto. Boa Semana. Sucesso!

Por Luiz Marins

Seja um profissional mutante você também

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Num mercado caracterizado pelo dinamismo constante, mudança parece ser mesmo a palavra de ordem. Nesse contexto, aqueles funcionários que possuem uma capacidade mais acentuada para se adaptar as novas situações estão sendo cada vez mais valorizados pelas empresas.

Nem sempre a bagagem acumulada pelo profissional é o suficiente para que ele consiga se sobressair em todas as situações que enfrenta em seu dia a dia.  Logo, conseguir enfrentar as transformações com serenidade - sem pânico, nem preconceitos - é um indício de agilidade, mais comum naquelas  pessoas que se conhecem bem e são capazes de aprender com seus erros e acertos.

Todavia, é possível aperfeiçoar essa característica. Para isso, além de muita disposição para encarar novos desafios, é preciso pedir um feedback constante sobre o seu trabalho e, é claro, o mais importante: saber ouvir as críticas de colegas e chefes (tudo bem, eu sei que isso nem sempre é fácil). Liderar um projeto numa área com a qual não se tem tanta intimidade também pode contribuir para isso.

Por último, vale lembrar que a habilidade de aprendizagem pode se manifestar de diferentes formas. Há os curiosos natos,  sempre sedentos por novidades; àqueles que, mesmo em situações de estresse, conseguem apresentar bons resultados; os que possuem boa agilidade mental e, por último, os que possuem boa capacidade de relacionamento e aproveitam-se desta habilidade para aprimorar seus conhecimentos.

De tudo isso, a lição que fica é: seja um mutante e, assim como o mercado, procure sempre enfrentar novos desafios e situações. Mesmo que você tenha uma situação estável, a situação já terá valido a pena apenas pela experiência. Bom fim de semana a todos!

Forte abraço!

Por Piero Vergílio

Empresa não é vampiro

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Há pessoas que confundem trabalhar, dedicar-se à empresa, aos clientes, ao mercado, à marca, com “dar sangue…” pela empresa. Essas pessoas são as chamadas “ativistas”. Matam um leão por dia como elas próprias dizem, trabalham, trabalham, trabalham. São muito “ativas”, vivem correndo para cima e para baixo.

A pergunta é a seguinte: Será que o que essas pessoas demasiadamente “ativas” estão fazendo é o que elas deveriam estar fazendo? Será que o que elas estão fazendo está criando a empresa de amanhã, aumentando a fidelização de clientes à marca? Será que o que elas estão fazendo está agregando valor para os clientes da empresa? Será que o que elas estão fazendo não é apenas uma grande “poeira” para que todos vejam e que não tem eficácia alguma? Será que o elas estão fazendo não é simplesmente atormentar a vida de todos?

Empresa não é vampiro. Ela não precisa do “sangue” dos seus funcionários para sobreviver. Ela precisa muito mais da inteligência, do comprometimento, da participação, da atenção aos detalhes. Uma empresa precisa de funcionários que realmente reinventem as relações empresa-mercado-marca-clientes.

É claro que funcionários dedicados e sempre presentes são avaliados positivamente. É claro que funcionários que trabalham muito são valorizados. Porém, é preciso que tenhamos uma preocupação genuína com a qualidade de utilização de nosso tempo. Não basta ficar 12 horas na empresa fazendo coisas irrelevantes para o sucesso da empresa e seu mercado.

Sempre desconfiei de pessoas que dizem “dar sangue” pela empresa. Sempre desconfiei de pessoas que nunca tiram férias. Sempre desconfiei de funcionários que se acham insubstituíveis.
Gostaria de sugerir que você fizesse uma análise das suas atividades e visse se você anda fazendo coisas realmente relevantes para o sucesso da sua empresa. Veja se o que você faz realmente agrega valor para a marca, para o mercado, para os clientes. Não use este fax como desculpa para trabalhar menos, para se comprometer menos. Pelo contrário.

A mensagem é de comprometimento total e para que isso seja realidade é preciso que demos à empresa muito mais nossa inteligência e vontade do que nosso “sangue”.

Nesta semana, pense nisso. Boa semana. Sucesso!

Por Luiz Marins

Aprenda a lidar com seus problemas pessoais no trabalho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Todos nós, independente de idade, profissão ou classe social, temos problemas. Quando passamos por um momento difícil, é muito comum - e perfeitamente compreensível, diga-se de passagem - uma reação em cadeia, ou seja, mesmo quando o problema não tem nenhuma relação com o trabalho, nosso desempenho profissional é afetado.
Como seria bom se pudéssemos nos desligar deles assim que começa nosso expediente… Todavia, a realidade mostra-se bem diferente. Enquanto não inventam uma chave seletora que possa ser regulada nos modos pessoal e profissional, a solução é enfrentar o problema e manter o controle.
Em primeiro lugar, antes de dividir sua angústia com alguém no ambiente de trabalho, reflita se a a situação é realmente grave. Ao contrário, comente com um pequeno grupo de pessoas. Só recorra ao seu superior se achar que pode confiar nele. Caso contrário, ele só deve ser comunicado se você precisar alterar sua rotina de trabalho.
Ao mesmo tempo, é importante que se procure apoio fora do escritório: pratique um esporte ou qualquer outra atividade que possa canalizar suas energias, busque a ajuda dos amigos e, se necessário, um acompanhamento médico ou psicológico. Salvo em caso de morte, tenha sempre um plano B.
Na outra ponta, a organização precisa estar atenta aos sinais demonstrados pelo colaborador e, dentro do possível, ajudá-lo a superar sua dificuldade e, concomitantemente, impedir que a situação afete a companhia.
Quando sentir que o funcionário precisa de umas horas a mais, o chefe deve liberá-lo. Há ainda aquelas que mantém programas de ajuda às pessoas com problema. Se você está passando por uma situação dessas, lembre-se: você não é dotado de poderes mágicos e habilidades heroicas. Enfrente a situação e não desista. Por mais longa que seja a noite, o dia sempre chega.

Bom fim de semana a todos e, aos que apreciam, meus sinceros votos de que aproveitem o Carnaval.


Por Piero Vergílio

Mais rotinas, menos campanhas

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sem “campanha” o Brasil não anda. Vivemos de campanha em campanha. Para cada problema uma campanha. Termina a campanha e nenhuma rotina se estabelece. O problema retorna. Nova campanha.

Para vacinar o gado, campanha nacional de erradicação da febre aftosa. Para vacinar as crianças, campanha nacional de vacinação. Dia “D” da campanha nacional contra a dengue e até campanha nacional pela ética na política(sic)!

Para o vendedor vender, campanha de incentivo de vendas. Acidentes do trabalho se resolve com SIPATs e campanhas de prevenção de acidentes. A solução para o baixo uso do cinto de segurança? Nova campanha pelo uso do cinto.

Até quando viveremos de campanha? Sem campanha a dengue volta, a aftosa ataca, os operários se acidentam, as crianças morrem.

Quando ficaremos adultos o suficiente para entender que a vida exige rotinas, disciplina, padrões que têm que ser simplesmente mantidos sempre, todos os dias, sem campanha?

Essa nossa indisciplina e indisposição à rotina, ao estabelecimento de padrões e cumprimento de normas está nos infelicitando, a todos, sem exceção. Ninguém ganha com essa nossa pseudo-criatividade onde nada é mantido, seguido.

Temos em todos os lugares e instituições e até em empresas milhares de “agentes de mudança” que se orgulham disso. Mas estamos precisando de “agentes de continuidade”, agentes de cumprimento de rotinas básicas, agentes de consistência e permanência de coisas que simplesmente não devem e não podem mudar.

Essa “cultura de campanha” está fazendo com que ninguém cumpra sua obrigação como um dever ético ou mesmo moral. O vendedor só vende se tiver uma “campanha de incentivos” para vender tal e qual produto. A camareira só limpa a arruma o quarto do hotel se tiver uma campanha de premiação pela melhor camareira. O garçom só faz a barba e toma banho se o restaurante fizer uma “campanha pela boa aparência”. A ausência de cumprimento de rotinas extrapolou para um sistema de quase-corrupção no qual as pessoas só fazem as coisas se forem “incentivadas” por uma campanha ou, talvez, uma forma exótica de propina para que sua “boa vontade” o faça cumprir o que é de sua profissão e, portanto, seu dever.

Vi, atônito, um grande hospital fazer campanha para que médicos e enfermeiras lavem suas mãos, pois só isso diminuiria 30% da infecção hospitalar, dizia o cartaz! Se médicos precisam de campanha para lavar as mãos num hospital, o nosso problema é muito maior do que eu imaginava!

Mais rotina, menos campanha! Ou vamos assistir absurdos ainda maiores como campanhas para que a Polícia cuide da segurança pública; campanha para que professores ensinem seus alunos; campanha para que vigias noturnos mantenham-se acordados durante a noite em seu trabalho; campanha para que juízes julguem com isenção e governantes governem com honestidade.

Pense nisso. Sucesso. E não “lave as mãos” para mais este problema nacional.

Por Luiz Marins

Dica de leitura: “Quem mexeu no meu queijo?”

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

“Quem mexeu no meu queijo?”, de Spencer Johnson - co-autor de O gerente-minuto com Kenneth Blanchard - é uma parábola simples que revela verdades profundas sobre mudança. É uma história divertida e esclarecedora sobre quatro personagens (dois ratos e dois humanos, do mesmo tamanho dos roedores), que vivem em um labirinto em eterna procura por queijo, que os alimenta e os faz feliz.

O “Queijo” é uma metáfora para o que queremos ter na vida: seja um emprego, um relacionamento, dinheiro, uma casa grande, liberdade, saúde, reconhecimento, paz espiritual ou até mesmo uma atividade como corrida ou golfe.

Cada um de nós tem a sua própria ideia do que é um Queijo, e o procuramos porque acreditamos que nos fará felizes. Se o obtemos, frequentemente ficamos ligados a ele. E se o perdemos, ou se nos é tirado, isso pode ser traumático. O “Labirinto” na história representa onde você gasta tempo procurando o que quer. Pode ser a organização em que trabalha, a sociedade em que vive ou os relacionamentos que tem em sua vida.

Todos nós trabalhamos e vivemos em tempos de mudança, e por isso estão sempre mexendo no nosso “Queijo”. Nos negócios, as empresas familiares acabaram. Essas empresas queriam lealdade; as de hoje precisam da sua ajuda, de pessoas flexíveis no que diz respeito a “como as coisas são feitas por aqui”.
A adaptabilidade às mudanças é uma condição indispensável para a sobrevivência de pessoas e organizações, e mais ainda para seu sucesso na economia global de hoje. Quem consegue se adaptar é recompensado. A maioria dos gerentes bem-sucedidos sabe disso e tenta criar ambientes que ajudem as pessoas a mudar e apreciar as mudanças. Quando a velocidade da mudança aumenta, mais do que nunca todos nós precisamos nos adaptar.

As mudanças inesperadas - no trabalho ou na vida - podem ser estressantes, a menos que você tenha um modo de encará-las que o ajude a compreendê-las, que é o que faz a história do “Queijo”. A leitura desta breve parábola toma pouco tempo, mas os insights que proporciona podem ser-lhe úteis durante toda a sua vida.

À medida que você for virando as páginas, encontrará as três partes deste livro. Na primeira, “Uma reunião”, antigos colegas de turma falam em uma reunião de sua classe sobre a tentativa de lidar com as mudanças que estão ocorrendo em suas vidas. A Segunda é “A História de Quem mexeu no meu Queijo?”, a parte central do livro. E na terceira, “Um debate”, várias pessoas discutem o que tiraram de “A história”, e como planejam usá-lo em suas vidas.

Alguns leitores do manuscrito deste livro preferiram parar no final de “A história” e buscaram interpretar sozinhos os seus significados. Outros leram “Um debate” até o final, porque isso estimulava seu pensamento a respeito de como poderiam aplicar o que haviam aprendido.

Seja como for, sempre que você reler “Quem mexeu no meu Queijo?”, vai encontrar algo novo e útil no livro. Isso vai ajudá-lo a lidar com as mudanças e a ter sucesso, independente do que o sucesso represente para você.

O Poder e a Importância da Paciência

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nunca como nos dias de hoje a virtude da paciência andou tão falta. Tudo corre e deve correr. O tempo urge. Os compromissos se multiplicam. O excesso de informação nos faz ter a sensação de eternos atrasados - no tempo, no espaço, na vida.
Perdemos a noção do tempo da natureza - de que as coisas devem nascer e crescer. De que a semente leva um tempo para germinar. A planta um tempo para crescer. O fruto um tempo para amadurecer. Queremos tudo já! Imediatamente Já! Para ontem!

Empresários querem que seus negócios dêem resultado em poucos meses. Funcionários querem ser promovidos em poucas semanas de emprego. Clientes querem o produto entregue em algumas poucas horas após o pedido.
E se tudo não ocorrer na estonteante velocidade que imaginamos…. “perdemos a paciência!” Perdemos aquela que já estava perdida em nossa consciência ingênua (e pouco crítica) há muito tempo. Na verdade o homem e a sociedade contemporâneos estão “perdendo a paciência”.

Com a virtude da paciência “perdida”, o homem fica um ser estressado, à mercê de suas emoções explosivas. Não sabendo esperar o “fruto amadurecer”, os come sem sabor, amargos, pois que ainda não amadureceram e não estavam prontos para serem consumidos com o sabor do açúcar que só o tempo é capaz de dar.

Saber “dar tempo ao tempo” é sabedoria de poucos. Ter a paciência histórica de dar tempo ao tempo para ver suas ações converterem-se em resultados, é sabedoria de poucos. Manter-se, pacientemente, no foco, até que o mercado reconheça sua empresa e seus valores, é sabedoria de poucos empreendedores - os de sucesso! Saber esperar a tempestade passar para continuar caminhando no rumo certo é sabedoria de poucos.

A massa ignara gasta toda a energia lutando contra o inimigo errado, no campo errado, com armas erradas, no momento errado - e em seguida chora a própria derrota. Sem paciência não têm capacidade de analisar, cismar, questionar, pensar e decidir com sabedoria.

A paciência é irmã gêmea da sabedoria. A paciência é o solo fértil onde a sabedoria germina. Sabedoria sem paciência é tão ilusória quanto será sempre vil a paciência sem sabedoria. Mas como gêmeas, a maior sabedoria está justamente na paciência. A paciência é a própria sabedoria no tempo. É o saber o tempo de semear, o tempo de colher, o tempo de ser para alguém, aquele alguém sereno que sabe o que quer e para onde vai porque sabe esperar o momento certo de ir.

Não perca a sua paciência!

Por Luiz Marins