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Desconfie das coisas muito fáceis

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quando uma coisa para você ou para os outros parecerem fáceis demais, desconfie. Não há vitória sem esforço, sem dedicação, sem comprometimento, sem entusiasmo.

Às vezes ouvimos estórias tão encantadoras de coisas que foram conseguidas com tanta facilidade que ficamos pensando: “Será que as coisas só são difíceis para mim ou para minha empresa? Tudo o que consegui foi com muito esforço e para os outros as coisas parecem ser tão simples e fáceis…”

Quando você tiver essa sensação, desconfie das estórias que lhe contaram. Nada é tão fácil para ser conseguido. O sucesso demanda muita dedicação, afinco, perseverança e, sobretudo, tempo e paciência.

A grande maioria das pessoas de sucesso lutaram e lutaram muito para conseguir o sucesso que têm hoje. Erraram muitas vezes, não desistiram, persistiram, tiveram uma dedicação superior à causa em que acreditavam. Leia as biografias das grandes personalidades do mundo e veja que para elas as coisas nunca foram tão fáceis.

Lembre-se que nada é impossível. Mas lembre-se, também, que nada cai do céu sem a sua participação efetiva e seu comprometimento. Os teólogos dizem que até a oração pedindo alguma graça tem que ser feita com um “sentimento especial de compromisso”.

Nesta semana, gostaria que você pensasse sobre este tema das coisas muito fáceis. Será que nós não ficamos esperando que as coisas nos aconteçam muito facilmente? Temos nos dedicado integralmente às coisas que realmente desejamos? Fazemos a nossa parte, isto é, cuidamos dos detalhes, nos envolvemos, vamos em busca das coisas certas que precisam ser feitas?

Nesta semana, pense nisto. Boa Semana. Sucesso!

Por Luiz Marins

Como atingir objetivos e metas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Na noite anterior à caçada, os aborígines australianos, com quem vivi e estudei durante mais de um ano, fazem a dança da caça onde uma parte do grupo faz o papel da caça e outra parte o dos caçadores. Nessa dança eles acreditam “caçar” o animal. Após a “caçada” (na dança) eles comemoram, fazem as chamadas pinturas rupestres (desenham o animal caçado nas paredes das cavernas) e vão dormir. No dia seguinte, se levantam e vão “apanhar o animal”, com os bumerangues e lanças próprios para (agora sim) caçar o animal que acreditam já ter sido devidamente “caçado” durante a dança na noite anterior.

O que a caçada aborígine nos ensina?

Em primeiro lugar vemos que a “dança” é uma preparação mental e física para a caçada (objetivo) e ao mesmo tempo um verdadeiro “treinamento”. Quando imitam o animal e o ato de caçar, fazem, na verdade um treinamento de simulação da caça verdadeira. Aí são discutidos os hábitos do animal a ser caçado, o comportamento dos caçadores, as armas e a destreza no uso dos equipamentos (bumerangues e lanças), etc.
Mas o principal é que a dança serve para fixar claramente qual é o objetivo do dia seguinte - caçar aquele determinado animal (e não outro).

Com o objetivo bem determinado, claro e de conhecimento de todos (qual é o animal a ser caçado) e com ações de preparação e treinamento (dança noturna) para conquista-lo, e com as armas certas, não há como não obter êxito na caça!

No dia seguinte, a caçada segue sem nenhuma tensão ou ansiedade pois que a certeza de caçar é tão grande que basta apenas ter dedicação e entusiasmo para se atingir o objetivo final - trazer o animal para a aldeia!

Na empresa e no nosso dia-a-dia é a mesma coisa: um objetivo e metas claros e definidos, instrumentos certos para atingi-los (ou armas adequadas), pessoas certas e habilidades treinadas, dedicação e entusiasmo e, com certeza, atingiremos nossos objetivos, por mais audaciosos que parecem ser.

Os dias atuais de extrema mudança e competitividade exigem que tenhamos claro os nossos objetivos pessoais e profissionais e um total envolvimento e comprometimento com as coisas e com as causas da empresa em que trabalhamos. Para atingir um objetivo é preciso que não nos economizemos em nossa capacidade de participar dos programas e projetos de qualidade, produtividade, agressão ao mercado, vendas e outras atividades que levem nossa empresa ao sucesso.

Há pessoas que não se envolvem, não se comprometem, com a idéia falsa e errônea de que não se envolvendo e não se comprometendo ficam isentas de problemas. Nada mais falso! Pessoas que preferem “morrer sentadas” com medo de participar ficam à margem do caminho, nunca são promovidas e são vistas como não-comprometidas.

As pessoas de sucesso são as que não têm medo de se comprometer e as que compreendem que o sucesso exige de nós a coragem para correr riscos, para assumir compromissos e lutar por nossos objetivos. A diferença fundamental entre ganhadores e perdedores está na medida do comprometimento, do envolvimento, da participação e da capacidade de fazer, empreender.

Você conhece funcionários que ficam procurando maneiras de fazer as coisas pelo caminho menos comprometido e mais fácil? Você conhece funcionários que ficam o tempo todo olhando no relógio para ver quando terminará o expediente para irem embora o mais rapidamente possível? Você conhece pessoas que não participam de nada em suas comunidades para não se envolverem em coisas que “dão trabalho”?

Eu conheço muita gente assim e tenho pena dessa gente.

O tempo atual é dos que têm objetivos claros e são comprometidos com aquilo que fazem. Vejo, com pesar, pessoas que se economizam o tempo todo. Parece que não querem “gastar-se”. Não querem “doar-se” àquilo que fazem. Essas pessoas jamais terão sucesso algum. Jamais experimentarão o prazer de serem avaliadas positivamente. Jamais alcançarão seus objetivos e metas.

Quanto mais uma pessoa se economiza, mais os outros a economizarão, não contando nada a elas, não as envolvendo nas decisões, não perdendo, enfim, tempo com elas. E assim, elas vão ficando cada vez mais “por fora” e alheias a tudo o que acontece e, é lógico, serão igualmente esquecidas nas promoções e nas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

Com um objetivo claro e definido, pessoas comprometidas experimentam o sucesso tão invejado pelos que não se envolvem, não se comprometem e ficam à margem do caminho.

Acredite! Tenha foco, se aperfeiçoe, use as armas adequadas, tenha dedicação e entusiasmo e traga para casa o seu “bicho”!

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

Não tem, não dá, não pode

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pergunto à balconista se na loja tem tal produto. Ela diz: “não tem”. Pergunto ao eletricista se dá para colocar uma tomada extra junto à geladeira. Ele diz: “não dá”. Pergunto ao advogado se tal coisa pode ser feita. Ele diz: “não pode”.
Já recebi muitos “não tem, não dá e não pode” que tinham, davam e podiam. De preguiça de procurar o produto no estoque, o balconista diz que não tem. De preguiça de arrastar a geladeira, subir no forro e puxar a dita tomada, o eletricista diz que não dá, que a rede não suporta a carga. De preguiça de consultar a jurisprudência, o advogado diz que não pode. Se batermos o pé e ficarmos firmes em nossa decisão, vemos que não era bem assim. “Ter, tem”, me disse o balconista, “mas está lá no alto…”. “Que dá, dá”, me disse o eletricista, “mas o seu forro é baixo demais”. “Poder, pode”, me disse o advogado, “mas eu não conheço bem a legislação trabalhista”.
Todas as vezes que alguém lhe disser não tem, não dá e não pode, desconfie e confira. Pergunte novamente e insista e você verá que muitas vezes tem, dá e pode.
A maneira mais fácil de fugir de uma responsabilidade ou de um serviço é dizer não. E você conhece as dezenas de variantes destes não tem, não dá e não pode. É a secretária que diz que já ligou centenas de vezes e não encontrou a pessoa. É o motorista que diz que não dá tempo de fazer a entrega naquele dia. É a costureira que diz que é impossível fazer aquela barra de saia. É o dentista que diz que aquele seu dente, só extraindo mesmo. É o médico que afirma que isso é caso de cirurgia e não tem outro jeito. É o mecânico que diz que o motor de seu carro está fundindo e que não pode fazer nada e o auto-elétrico que diz que aquela lâmpada queimada de seu carro não existe mais. Será??
É sempre mais fácil dizer não tem, não dá, não pode, assim como os famosos não sei, não vi, não conheço, não estava lá, não é da minha alçada, não é da minha área ou do meu departamento.
Será que não estamos sendo vítimas de pessoas pouco comprometidas em solucionar nossos problemas, simplesmente dizendo não tem, não dá, não pode? Será que em nossa própria empresa isso acontece? Será que nós próprios não dizemos não tem, não dá, não pode, quando o tem, o dá e o pode exigem muito trabalho e um comprometimento extra?
Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins