Estabelecer relações sociais e participar de grupos com as mais diversas finalidades tornam-se a cada dia mais importante para os profissionais que desejam ingressar e, até mesmo, se manter no mercado de trabalho. Trata-se de mais um reflexo da globalização: hoje em dia, habilidades técnicas, boa postura e talento não são suficientes para se destacar e obter sucesso, seja qual for a sua carreira. É preciso mais.
Ao longo do seu caminho, a qualidade e a quantidade das oportunidades de trabalho que irão surgir variam conforme a dimensão e a estrutura da sua networking. Pesquisas comprovam que de 50 a 70% das pessoas conseguiram trabalho utilizando-se desta técnica. Cabe aqui uma importante ressalva: considerar que a finalidade principal de uma networking seja a de contribuir para a sua recolocação profissional é um grande equívoco.
Ao contrário, não há comprovação de que esta ferramenta é garantia de um novo emprego. Antes que o leitor questione a razão pela qual escolhi falar deste assunto ou pior, resolva parar de ler este texto, vamos a uma explicação mais clara: o networking é um processo natural, que deve ser realizado com frequência e aprimorado constantemente.
O segredo é simples: manter contato com as pessoas, e não deixar que elas se esqueçam de você. Quando você vai à padaria, ao restaurante ou no happy hour com os amigos e conversa com eles sobre determinado assunto já está fazendo networking, ou seja, construindo relações, que trazem novos conhecimentos, além de ganhar visibilidade e criar uma imagem positiva.
“Net, significa rede, mas work, sempre traduzida apenas como ‘trabalho’, tem um sentido mais amplo em inglês: é qualquer aplicação de energia orientada para um propósito específico. Trabalhar é só uma das muitas alternativas”, esclarece o consultor Max Gehringer.
Assim, network pode ser entendida como uma rede de contatos, cuja relação entre seus integrantes é meramente profissional e que pode (lembrando, mais uma vez que isto não necessariamente irá acontecer) abrir caminhos para novas oportunidades. O princípio fundamental é a troca de favores: quem ajuda espera que, quando precisar, a gentileza seja retribuída.
Para entender melhor esta técnica e, principalmente, utilizá-la com eficiência, o Advance Blog publica, nos próximos posts, uma série de sugestões sobre o que se deve (E, PRINCIPALMENTE, O QUE NÃO SE DEVE) fazer ao estruturar uma network. Não deixe de ler a continuação deste texto na segunda-feira!
Por Piero Vergílio