Posts com a Tag ‘mercado de trabalho’

Seja um profissional mutante você também

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Num mercado caracterizado pelo dinamismo constante, mudança parece ser mesmo a palavra de ordem. Nesse contexto, aqueles funcionários que possuem uma capacidade mais acentuada para se adaptar as novas situações estão sendo cada vez mais valorizados pelas empresas.

Nem sempre a bagagem acumulada pelo profissional é o suficiente para que ele consiga se sobressair em todas as situações que enfrenta em seu dia a dia.  Logo, conseguir enfrentar as transformações com serenidade - sem pânico, nem preconceitos - é um indício de agilidade, mais comum naquelas  pessoas que se conhecem bem e são capazes de aprender com seus erros e acertos.

Todavia, é possível aperfeiçoar essa característica. Para isso, além de muita disposição para encarar novos desafios, é preciso pedir um feedback constante sobre o seu trabalho e, é claro, o mais importante: saber ouvir as críticas de colegas e chefes (tudo bem, eu sei que isso nem sempre é fácil). Liderar um projeto numa área com a qual não se tem tanta intimidade também pode contribuir para isso.

Por último, vale lembrar que a habilidade de aprendizagem pode se manifestar de diferentes formas. Há os curiosos natos,  sempre sedentos por novidades; àqueles que, mesmo em situações de estresse, conseguem apresentar bons resultados; os que possuem boa agilidade mental e, por último, os que possuem boa capacidade de relacionamento e aproveitam-se desta habilidade para aprimorar seus conhecimentos.

De tudo isso, a lição que fica é: seja um mutante e, assim como o mercado, procure sempre enfrentar novos desafios e situações. Mesmo que você tenha uma situação estável, a situação já terá valido a pena apenas pela experiência. Bom fim de semana a todos!

Forte abraço!

Por Piero Vergílio

Sudeste lidera contratações com registro em carteira em 2009

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A região Sudeste liderou a geração de empregos com registro em carteira em 2009, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), conforme divulgado na última quarta-feira. O resultado reflete o bom desempenho da região, pois todos os estados criaram juntos 476.031 postos, 2,68% de crescimento.

Com expansão de 2,64%, São Paulo liderou as contratações com 277.573 vagas. Minas Gerais aparece na seqüência, com 90.608 novos empregos (2,65%). O Rio de Janeiro registrou 88.875 (2,80%) e o Espírito Santo 18.975 novas vagas e a maior taxa de crescimento da região: 2,98%.

“O resultado geográfico é muito importante porque às vezes as pessoas questionam porque o Brasil não cresce tanto: porque há realidades diferentes. O Nordeste raramente consegue superar o Sul na geração de emprego. Já a região Sudeste é sempre a primeira por causa de seus três estados principais, com maiores populações e 60% do PIB”, destacou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Desde 2003 foram criados mais de três milhões de empregos formais no estado de São Paulo. Em Minas Gerais 984.334; no Rio de Janeiro 791.903 e no Espírito Santo 195.062.

Pesquisa constata que diminui o tempo de recolocação no mercado

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que o tempo médio que o trabalhador leva para se recolocar no mercado de trabalho caiu nos últimos cinco anos na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2004, eram cerca de 55 semanas, ante 42 no ano passado. Até outubro deste ano, nova redução: 37 semanas.
O crescimento econômico provocado pelas medidas de incentivo ao consumo propostas pelo governo influenciou nessa redução. A crise, por mais contraditório que possa parecer, também é responsável por essa redução do período em que o brasileiro fica em busca de trabalho: é que muitas pessoas haviam perdido seu emprego há pouco tempo.
A construção civil se destaca entre os setores que mais absorveram essa população. Embora num ritmo menos acelerado, essa mesma tendência pôde ser verificada no comércio.

Por Piero Vergílio

Eu pensei que estava seguro em meu emprego

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ouvi este desesperado desabafo de um funcionário dispensado após 18 anos de trabalho na mesma empresa.  Algumas semanas depois, passada a comoção, ele me disse: “Na verdade eu me acomodei. Achei que estava seguro e que a empresa precisava mais de mim que eu dela. Rejeitei algumas propostas para mudar de cidade e ajudar o estabelecimento de uma nova filial. Protelei um curso de inglês que o meu gerente queria que eu fizesse. Tirei férias nos dias em que novos equipamentos foram instalados e perdi o treinamento sobre como operá-los. Sem ter me dado conta comecei a falar mal da minha empresa (quem observou isso foi a minha mulher) e a criticar as novas políticas de qualidade e produtividade. Dancei!”
A grande verdade é que mundo mudou. Ninguém mais está seguro no emprego, a não ser que passe a merecer essa segurança conquistando-a hora após hora, dia após dia.  Não é mais a empresa ou o patrão que garantem um emprego. É o mercado. Temos muitos concorrentes, com qualidade semelhante e preços similares. A concorrência está a cada dia mais violenta. A globalização mudou o consumidor, a cada dia mais exigente e cheio de direitos. As margens de rentabilidade das empresas caíram muito. O custo de uma folha de pagamento no Brasil é muito alto. Um funcionário chega a custar mais de 100% de seu salário a seu empregador.  Funcionários acomodados, pouco comprometidos, que não caminham o quilômetro extra; que não querem participar; se envolver; estudar; aprender; poderão ser surpreendidos com um inesperado “convite” para deixar a empresa.
Faça uma reflexão e veja se você não está tendo a ilusão de pensar que é mais importante para a sua empresa do que o seu emprego para você.  Muitas vezes nos acomodamos num emprego e começamos a nos sentir seguros demais sem nos apercebermos das mudanças que o mundo vem passando e de nossa necessidade de mudar com o mundo e com a nova realidade de um mercado cada vez mais competitivo.
Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins

A “utopia” do profissional perfeito

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ao longo de nossas vidas, convivemos e interagimos com grupos variados, com  os quais estabelecemos relações diferentes.  Todavia, independente do vínculo que possuímos com cada um deles (profissional, familiar ou amizade), é natural que as pessoas alimentem o desejo de se destacar em sua comunidade. Faço aqui a ressalva que o “destaque” a que me refiro não é necessariamente sucesso, fama.  Ao contrário, quero me ater aqui a busca pelo reconhecimento das nossas qualidades, a estabilidade.

Quando delimitamos essa discussão para o ambiente laboral, percebemos que a situação é semelhante. Especialmente em tempos de crise, é preciso, mais do que nunca, “fazer a diferença”: estar atento às habilidades e competências mais valorizadas pelo mercado. Acontece que, em muitos casos, as pessoas ficam tão obssecadas em encontrar a  tal “fórmula mágica” - aquela que, de um dia para o outro, vai fazer com que a sua presença se torne CRUCIAL e ABSOLUTAMENTE IMPRESCINDÍVEL - e esquecem-se que, na verdade, os principais ingredientes desta receita são outros: empenho, persistência e paciência.

Aliás, é bom lembrar que, embora não exista uma receita da felicidade totalmente infalível, especialistas apontam o diferencial procurado pelo mercado. O bom profissional é aquele que relaciona-se bem com seus colegas e superiores, tem uma boa rede de contatos e facilidade de comunicação. É capaz de influenciar e motivar os demais, e não hesita quando tem que tomar decisões complexas. Além disso, valoriza o trabalho em equipe, estimulando os colaboradores a se aprimorarem constantemente.

Trata-se de uma utopia? Mesmo sabendo que profissionais perfeitos não existem - pois mesmo os que se julgam bons, erram - ouso dizer que não. Você não precisa ter todas as qualidades mencionadas acima num grau elevado. Como numa receita, você não precisa colocar todos os ingredientes na medida indicada. Pode adaptá-la: mudar uma coisa aqui, outra acolá… O importante é que você faça uma auto-avaliação dos pontos em que você ainda precisa melhorar e dê início a esse processo.

UPDATE: Veja a lista com dez dicas para aumentar sua visibilidade profissional que a Advance preparou para você!

Boa semana!

Por Piero Vergílio

Acolhendo pessoas com desafios especiais

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Muitas empresas têm feito programas de  acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiências (PCDs) e muitas têm encontrado uma   velada resistência por parte dos colaboradores em aceitar e  acolher  essas pessoas no ambiente de trabalho.

Pessoas com deficiências, na verdade têm desafios especiais que pela própria condição são obrigadas a enfrentar. Será justo os demais seres humanos lhes impor ainda mais um desafio - o de fazerem-se aceitas e incluídas? As recentes pesquisas têm mostrado que as pessoas com desafios especiais não querem compaixão. Querem apenas ser respeitadas com naturalidade, dentro dos limites que seus desafios lhes impõem.

Não se trata de sentir pena ou superproteger. Trata-se de conviver sem preconceitos e sem falsidade, respeitando limites e dando oportunidades para que essas pessoas se desenvolvam pessoal e profissionalmente e possam provar para a sociedade e, mais ainda para si próprias, que são competentes e capazes de contribuir com qualidade e participar da vida em  comunidade com menos restrições do que lhes impomos com nossa intolerância e exclusão.

As experiências de inclusão são muito positivas na maioria das empresas e é preciso que elas se ampliem. Mas é preciso lembrar que essas pessoas são iguais a qualquer outra - têm sentimentos, problemas, dificuldades de relacionamento,  assim como muitas virtudes. Como com qualquer pessoa é preciso conviver respeitando a individualidade, nunca esquecendo que aquela pessoa tem desafios especiais que só ela é capaz de avaliar e sentir. Pense nisso!

Por Luiz Marins

Nota do Jornalista: parece mesmo que a principal limitação não é a física, a auditiva, tão pouco a visual. Não bastasse o fato de ter que superar suas limitações e descobrir novas possibilidades a cada gesto, o maior desafio enfrentado pelo deficiente é provar as pessoas de que a convivência e a integração na sociedade, e, principalmente, no mercado de trabalho, é possível. Muitas vezes precisam gritar ao mundo do que são capazes. Por mais que sua voz soe alta e forte, este desabafo, não raras vezes, é sufocado pela ideia de que as palavras deficiência e invalidez significam a mesma coisa. É nessa hora em que se percebe que o discurso de inclusão é muito bonito, mas na prática, a história é outra. A alegação de que o principal obstáculo é falta de qualificação cai por terra quando se vê portadores de necessidades especiais frequentando as salas de aula de uma universidade. Eles, como qualquer outra pessoa, querem e podem sempre mais, almejando voos cada vez mais altos. Neste caminho, não devem ter privilégios, mas não podem ser desmerecidos. Devem ser apenas quem  e o que são. Prova disso é esse jornalista que vos escreve, cadeirante, 25 anos, que tem um turbilhão de ideias e sonhos passando pela sua cabeça (sempre!). Contudo, não posso encerrar esse post sem deixar de agradecer as pessoas que acreditam no meu trabalho: à minha mãe, aos diretores da Advance (pelo espaço concedido), Richard Flink e Elizabeth Vergílio, e a toda equipe da revista do segmento industrial para a qual eu escrevo periodicamente. Obrigado!